O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma nova etapa de acompanhamento médico após a retirada de uma lesão no couro cabeludo. O procedimento agora consiste em sessões de radioterapia superficial preventiva, indicadas como tratamento complementar depois da remoção de um carcinoma basocelular, tipo mais comum de câncer de pele. A primeira sessão ocorreu na segunda-feira (25), no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e a previsão é de que sejam realizadas 15 sessões ao longo das próximas três semanas.
Segundo o boletim médico, a radioterapia tem caráter preventivo e foi adotada após a retirada da lesão em 24 de abril. A equipe que acompanha Lula informou que o presidente poderá manter suas atividades diárias normalmente, sem restrições ou contraindicações durante o tratamento. O acompanhamento é feito pelas equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.
Na terça-feira (26), Lula passou pela segunda sessão do procedimento, novamente no Sírio-Libanês de Brasília. Após deixar o hospital no início da manhã, o presidente seguiu para a Base Aérea de Brasília, de onde embarcou para compromissos oficiais em Manaus, no Amazonas, reforçando a informação de que o tratamento não deve alterar sua rotina de trabalho.
Por que Lula está fazendo radioterapia?
A radioterapia superficial é usada, em casos como esse, para reduzir o risco de retorno da lesão no mesmo local. Embora o carcinoma basocelular seja considerado o tipo mais frequente e menos agressivo entre os cânceres de pele, ele precisa ser tratado porque pode crescer lentamente, atingir tecidos próximos e provocar feridas que não cicatrizam quando não há acompanhamento adequado.
No caso de Lula, os médicos já haviam informado que a lesão era localizada e não apresentava sinais de disseminação para outras partes do corpo. Por isso, a conduta adotada foi a retirada da área afetada e, agora, o tratamento complementar preventivo.
Histórico recente de procedimentos
Este não foi o primeiro procedimento dermatológico realizado por Lula neste ano. Em fevereiro, o presidente passou por uma cauterização simples para tratar uma queratose no couro cabeludo, alteração comum da camada mais superficial da pele. Já em abril, foi feita a retirada do carcinoma basocelular, que levou à indicação das sessões preventivas de radioterapia.
Aos 80 anos, Lula mantém acompanhamento médico frequente. Ao longo da vida, o presidente já enfrentou outros episódios de saúde, incluindo o tratamento de um câncer de laringe em 2011. Mais recentemente, também passou por procedimentos relacionados a uma queda ocorrida em 2024. Apesar do histórico, a equipe médica afirma que o tratamento atual é localizado e não impõe limitações à agenda presidencial.
O que é carcinoma basocelular?
O carcinoma basocelular surge nas células basais da pele e costuma aparecer com mais frequência em áreas expostas ao sol, como rosto, cabeça, pescoço e couro cabeludo. De acordo com entidades médicas, é o tipo mais prevalente de câncer de pele e, quando identificado cedo, apresenta altos índices de cura. Ainda assim, a recomendação é procurar avaliação médica diante de feridas persistentes, manchas que sangram, descamam ou não cicatrizam.
No caso do presidente, o tratamento segue como medida de prevenção e controle. As próximas sessões devem ocorrer de forma programada nas próximas semanas, enquanto Lula continua cumprindo compromissos oficiais.

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