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Instituto Biota salva pinguim encalhado em praia alagoana

Espécie típica de águas frias chegou desorientada ao litoral nordestino e apresenta sinais de desnutrição e emalhe em rede de pesca.

Foto: Reprodução

Um pinguim-de-magalhães foi resgatado debilitado na tarde do último sábado (26), após ser encontrado encalhado na Praia do Gunga, no litoral sul de Alagoas. O animal foi encaminhado ao centro de reabilitação do Instituto Biota, que assumiu os cuidados emergenciais.

Segundo os biólogos e veterinários do Instituto Biota, o pinguim apresentava sinais claros de exaustão, desidratação, emagrecimento e hipotermia no momento do resgate. A avaliação clínica também identificou marcas no corpo compatíveis com emalhe em redes de pesca, o que pode ter contribuído para o estado debilitado do animal.

A presença dessa espécie na costa brasileira ocorre com frequência durante o inverno, quando o pinguim-de-magalhães migra das águas frias da Patagônia em busca de alimento. No entanto, casos de desorientação durante o trajeto são comuns, especialmente quando o animal já se encontra fragilizado, levando-o a percorrer distâncias maiores do que o habitual — e, eventualmente, chegar ao litoral nordestino.

O pinguim foi acolhido no centro de reabilitação do Instituto Biota, onde permanece em observação e receberá cuidados veterinários específicos para sua recuperação. A equipe técnica da entidade informou que ainda será definido o protocolo de tratamento mais adequado e os próximos passos para o destino do animal.

O Instituto reforça a importância de acionar equipes especializadas em casos de encalhes ou avistamentos incomuns de animais marinhos e orienta que o público evite manusear os bichos sem orientação.

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