A Controladoria-Geral da União (CGU) recebeu autorização oficial do Governo Federal para realizar um novo concurso público. A liberação consta na Portaria MGI nº 5.093, assinada em 22 de junho e publicada nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial da União pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e contempla 60 vagas para o cargo de auditor federal de finanças e controle (AFFC).
A carreira exige nível superior completo em qualquer área de formação, com remuneração inicial de R$ 20.924,80, podendo chegar a mais de R$ 33 mil no topo da carreira. Conforme a portaria, as oportunidades serão distribuídas da seguinte forma: 39 vagas de ampla concorrência, 15 para pessoas negras, três para pessoas com deficiência, duas para indígenas e uma para quilombolas.
A norma estabelece o prazo máximo de seis meses, a partir da publicação, para que o edital de abertura seja divulgado — o que deve ocorrer até dezembro deste ano. Caso o prazo não seja cumprido, a autorização perde efeito e a disponibilidade orçamentária pode ser cancelada. A portaria também prevê intervalo mínimo de dois meses entre a publicação do edital e a realização da primeira prova.
Pedido original era maior, mas só auditor foi contemplado
A autorização atende de forma parcial a um pedido enviado pela própria CGU ao MGI em maio de 2025, que solicitava 500 vagas no total — 470 para auditor e 30 para técnico federal de finanças e controle (TFFC), cargo de nível médio. Por ora, apenas a carreira de auditor foi incluída na liberação, e o cargo de técnico ficou de fora desta etapa.
Um dos fatores que reforçou a urgência da autorização foi o fim da validade do concurso anterior da CGU, realizado em 2021 e organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que se encerrou em 13 de junho deste ano. À época, foram ofertadas 375 vagas para os cargos de auditor e técnico, com provas aplicadas em Brasília, Porto Alegre, Recife, São Paulo e nas capitais da Região Norte do país.
Possibilidade de mais nomeações e déficit no quadro
Antes mesmo da publicação da portaria, a Unacon Sindical, entidade que representa a categoria, já havia informado que o novo concurso poderá contar com provimento adicional durante seu prazo de validade. Segundo o sindicato, o governo sinalizou a possibilidade de aproveitamento de até 100% dos excedentes, o que poderia dobrar o número de nomeações, chegando a 120 — desde que haja disponibilidade orçamentária e nova autorização do Governo Federal.
A medida ocorre em um cenário de déficit relevante de pessoal: levantamentos recentes apontam a CGU com mais de 1.200 cargos vagos de auditor federal de finanças e controle, mesmo contando hoje com cerca de 1.754 servidores ativos na carreira. Com o aval publicado, o órgão deve agora avançar na formação da comissão organizadora e na contratação da banca responsável pela aplicação das provas e demais etapas do certame, cujo cronograma completo só será conhecido com a publicação do edital.

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