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Em nota divulgada pelo jornal israelense, o governo francês afirmou que o cessar-fogo “deve representar uma suspensão total das hostilidades, a qual a França espera que todas as partes cumpram”. O país reforçou que um novo ciclo de violência poderia ter consequências devastadoras para toda a região.
A declaração ocorreu no mesmo momento em que Israel prometeu reagir a um ataque iraniano com mísseis, ocorrido logo após o anúncio da trégua.
O comunicado francês também destacou a preocupação com o programa nuclear iraniano. “O Irã nunca deve possuir armas nucleares”, reforça a nota. A França defende que Teerã retome, de forma imediata, as negociações para resolver impasses relacionados ao desenvolvimento de mísseis balísticos, atividades nucleares e ações que desestabilizam o Oriente Médio.
Com o agravamento da crise — incluindo ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã —, a França, junto à Rússia e ao Paquistão, intensificou a pressão sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas para que seja adotado um cessar-fogo imediato e sem condições na região.
O tema será debatido em uma reunião emergencial marcada para domingo (29), na sede da ONU, em Nova York, a pedido do chanceler iraniano Abbas Araghchi. Essa será a terceira reunião solicitada pelo Irã desde o início dos ataques israelenses.
Por sua vez, o governo russo condenou os bombardeios, classificando-os como uma “ação irresponsável” que desrespeita o direito internacional, a Carta da ONU e as resoluções do próprio Conselho de Segurança.
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