Um homem acusado de envolvimento na morte do policial militar Adriano José da Silva, assassinado em 2012 no município de Porto Calvo, no Litoral Norte de Alagoas, foi preso nessa terça-feira (26), após passar mais de uma década foragido da Justiça.
De acordo com informações policiais, o suspeito foi localizado em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, durante uma ação integrada entre a Polícia Civil de Alagoas e a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A captura contou com atuação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), por meio da Seção de Capturas, sob coordenação do delegado Igor Diego.
O caso é tratado pelas autoridades como mais um desdobramento de uma investigação antiga, marcada por fuga, prisões anteriores e pela tentativa de localizar todos os envolvidos no crime. Segundo publicações ligadas à Polícia Civil do Rio, a ação teve participação de policiais da 50ª DP de Itaguaí, em cooperação com a Polícia Civil alagoana.
Crime ocorreu em 2012, em Porto Calvo
O homicídio do policial militar Adriano José da Silva ocorreu em setembro de 2012, na cidade de Porto Calvo. À época, a morte do militar causou forte repercussão na região Norte de Alagoas, principalmente pela forma como o crime teria sido executado.
Reportagens publicadas no período apontam que Adriano foi morto a tiros e que as primeiras investigações indicavam a participação de mais de uma pessoa no planejamento e na execução do crime. Um dos suspeitos apontados como executor morreu em confronto com a polícia durante tentativa de prisão logo após o assassinato, enquanto uma mulher suspeita de intermediar o crime foi presa na época.
Investigação apontou motivação ligada à vingança
As apurações iniciais levantaram a hipótese de que o homicídio teria relação com uma vingança. Conforme registros jornalísticos da época, a morte do PM estaria inserida em um contexto de conflitos anteriores envolvendo familiares e suspeitos ligados ao crime. Uma das linhas investigadas indicava que o assassinato teria sido encomendado por dinheiro.
De acordo com reportagem do Cada Minuto publicada em 2012, uma mulher presa após o crime teria relatado a participação de outras pessoas no esquema e mencionado o pagamento de R$ 6 mil para a execução. O material também informa que a polícia seguia, naquele momento, em busca de outros envolvidos.
Prisão encerra fuga de mais de uma década
Mesmo com prisões realizadas anteriormente, um dos investigados continuava foragido desde a época do homicídio. A localização no Rio de Janeiro foi resultado de troca de informações entre as forças de segurança dos dois estados.
Após a prisão, o homem deverá ficar à disposição da Justiça. A expectativa é que ele responda ao processo relacionado ao homicídio do policial militar e aos demais desdobramentos judiciais do caso.
Ação reforça integração entre estados
A captura também evidencia o papel das operações interestaduais no cumprimento de mandados contra foragidos da Justiça. Em casos antigos, a cooperação entre delegacias, setores de inteligência e unidades especializadas costuma ser decisiva para localizar suspeitos que deixam o estado onde o crime ocorreu e passam anos tentando evitar a responsabilização criminal.
No caso de Adriano José da Silva, a prisão reacende um crime que marcou Porto Calvo há mais de dez anos e representa um novo capítulo na tentativa de responsabilizar todos os envolvidos na morte do policial militar.

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