Alagoas acumulava 242 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais registradas pelo aplicativo Pardal até 27 de setembro de 2026. Maceió concentrava 108 ocorrências, enquanto Arapiraca aparecia na segunda posição, com 43 registros, segundo a planilha do levantamento.
Em apenas um dia, o número de denúncias no estado aumentou de 229 para 242. Na capital, os registros passaram de 100 para 108 no mesmo intervalo.
O Pardal é uma ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de informações sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. Os relatos são encaminhados para análise dos órgãos competentes e não representam, por si só, uma confirmação de infração.
Vias públicas lideram os relatos
A categoria mais registrada em Alagoas era a de propaganda em vias públicas, com 54 ocorrências.
Na sequência apareciam denúncias envolvendo bens particulares, com 32 registros, e casos relacionados ao uso de carro de som, minitrio ou trio elétrico, com 31.
A planilha também contabilizava 22 relatos envolvendo distribuição de material gráfico e outros 22 relacionados a outdoors e outdoors eletrônicos.
Já os registros envolvendo bens públicos somavam 19. Propaganda na internet aparecia com 18 denúncias, enquanto adesivos em automóveis contabilizavam 16.
Também foram registrados 11 casos relacionados a comícios e showmícios.
Maceió concentra quase metade dos registros
Com 108 denúncias, Maceió reunia cerca de 44,6% de todos os registros contabilizados em Alagoas até 27 de setembro.
Arapiraca vinha em seguida, com 43 ocorrências. Santana do Ipanema e União dos Palmares apareciam com dez registros cada.
Porto Real do Colégio tinha seis denúncias, enquanto Atalaia e Palmeira dos Índios registravam cinco cada. As demais ocorrências estavam distribuídas entre outros municípios alagoanos.
Os números representam a quantidade de registros feitos pelo aplicativo e não devem ser interpretados como uma comparação direta da ocorrência de irregularidades entre os municípios, já que fatores como população, mobilização dos eleitores e quantidade de campanhas também podem influenciar o volume de denúncias.
Candidaturas proporcionais concentram mais registros
Na divisão por cargo ou disputa mencionada na denúncia, 63 registros estavam relacionados a candidaturas a deputado estadual e outros 58 a deputado federal.
A disputa pelo Governo de Alagoas aparecia em 52 denúncias. Outros 39 registros mencionavam partido, coligação ou federação.
O Senado era citado em 19 ocorrências, enquanto a Presidência da República aparecia em 11.
A informação indica o cargo ou grupo político mencionado no registro, mas não significa necessariamente que a denúncia tenha sido direcionada a um candidato específico nem que tenha sido constatada alguma irregularidade.
Situação das denúncias
Dos 242 registros contabilizados no levantamento, 172 apareciam como “baixada do sistema”, 40 estavam “em andamento” e 29 constavam como “peticionadas no PJe”. Um registro não apresentava situação preenchida.
O TSE estabelece que o sistema permite o gerenciamento das denúncias pela Justiça Eleitoral e também a autuação de ocorrências no Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe de Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (NIPE).
Por isso, os status apresentados no aplicativo são informações sobre o andamento administrativo dos registros e não significam, isoladamente, que uma denúncia foi considerada procedente ou que houve condenação.
Como funciona o Pardal
O aplicativo permite que eleitoras e eleitores encaminhem informações sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. Para as Eleições 2026, a ferramenta está disponível desde 16 de agosto e é regulamentada pela Portaria TSE nº 451/2026.
As denúncias podem ser acompanhadas pelo Pardal e também podem incluir fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados ao fato relatado.
Após o recebimento, a Justiça Eleitoral pode analisar a ocorrência, solicitar esclarecimentos a candidaturas, partidos, federações ou coligações mencionados e, quando cabível, encaminhar o caso para tramitação no PJe.
Assim, o total de 242 registros em Alagoas representa o volume de denúncias apresentadas pelos usuários do sistema até 27 de setembro, e não o número de irregularidades eleitorais já comprovadas pela Justiça Eleitoral.

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