A operação de busca por duas pessoas desaparecidas após um passeio de moto aquática em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, teve um desfecho de forte emoção nesta terça-feira (26). Bruna Damaris, que estava desaparecida desde o fim de semana, foi encontrada viva em alto-mar, no terceiro dia de buscas. O homem que estava com ela, identificado como Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, ainda não havia sido localizado até a última atualização.
A vítima foi encontrada com apoio de pescadores nas proximidades da Ilha de Búzios, região pertencente a Ilhabela. Após o resgate, ela foi levada por equipes do Corpo de Bombeiros até o flutuante da balsa de Ilhabela e, em seguida, encaminhada para atendimento médico no Hospital Municipal. Segundo informações divulgadas por portais locais, Bruna apresentava sinais de hipotermia após longo período à deriva no mar.

Imagem: Divulgação/GBMar
O desaparecimento
Bruna e Dheoge desapareceram no domingo (24), depois de deixarem uma confraternização em uma embarcação para fazer um passeio de moto aquática. De acordo com relatos de testemunhas repassados às equipes de resgate, os dois saíram da região da Praia de Ponta das Canas sem informar o destino. A ausência foi percebida no fim da tarde, quando o grupo retornou para a marina e notou que eles não haviam voltado.
Amigos chegaram a iniciar buscas por conta própria em uma embarcação particular, enquanto socorristas eram acionados. A mobilização ganhou força com a participação do Grupamento de Bombeiros Marítimo, Marinha do Brasil, pescadores da região e apoio aéreo em alguns momentos da operação.
Moto aquática foi achada antes das vítimas
Na segunda-feira (25), a moto aquática usada pelos dois foi encontrada à deriva em alto-mar, a aproximadamente 22 quilômetros do ponto onde o desaparecimento foi registrado. O equipamento estava virado, sem os ocupantes. A localização aumentou a preocupação das equipes, já que indicava que os dois poderiam ter caído no mar e ficado expostos por horas às condições climáticas e marítimas.
Segundo informações publicadas pelo UOL, um celular teria ficado dentro da moto aquática, mas a baixa carga da bateria dificultou tentativas de rastreamento e contato.

Imagem: Divulgação
Pai fala em “milagre divino”
A notícia de que Bruna havia sido encontrada viva emocionou familiares. Ao UOL, o pai da vítima, Sidney José da Silva, classificou o resgate como um “milagre divino” e afirmou que a família havia acabado de ser comunicada sobre a localização da jovem.
O caso também comoveu moradores do litoral norte paulista, principalmente pela resistência da vítima após passar cerca de três dias no mar. A sobrevivência em condições de frio, vento, cansaço físico e possível desidratação chamou a atenção até de equipes acostumadas a operações marítimas.
Buscas continuam por Dheoge
Apesar do alívio pelo resgate de Bruna, a operação segue em andamento para localizar Dheoge Pereira Bernardino. As equipes continuam fazendo varreduras no mar, com apoio de embarcações e monitoramento em áreas próximas ao último ponto conhecido do desaparecimento.
A recomendação das autoridades é que pescadores, marinheiros e pessoas que trafeguem pela região comuniquem imediatamente qualquer sinal que possa ajudar nas buscas.

Imagem: Reprodução
Riscos no mar e alerta de segurança
O caso reacende o alerta para os cuidados durante passeios de moto aquática e embarcações de lazer. Especialistas em segurança marítima reforçam que é essencial informar o trajeto antes de sair, usar colete salva-vidas, evitar navegação sem planejamento e manter equipamentos de comunicação com bateria suficiente.
Em áreas de mar aberto, a mudança de vento, correnteza e visibilidade pode transformar um passeio rápido em uma situação de alto risco. No caso de Ilhabela, a localização da moto aquática a dezenas de quilômetros do ponto inicial mostra como as correntes marítimas podem afastar rapidamente pessoas e equipamentos.
Comoção e esperança
O resgate de Bruna trouxe esperança para familiares e equipes envolvidas, mas a operação ainda não terminou. Enquanto a jovem recebe atendimento médico, parentes e amigos de Dheoge seguem acompanhando as buscas e aguardando novas informações.
O caso, que começou como um passeio em meio a uma confraternização, se transformou em uma grande mobilização no litoral norte de São Paulo — marcada por angústia, trabalho intenso das equipes de resgate e, agora, pela sobrevivência considerada improvável de uma das vítimas.

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