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Taxista é preso em Copacabana após tentar cobrar R$ 3,4 mil de turistas por corrida de R$ 40

Casal de alemães acionou policiais ao perceber cobrança abusiva na Avenida Atlântica; motorista foi autuado em flagrante por estelionato e teve veículo e máquinas de cartão apreendidos

Foto: Reprodução/Wikipedia

Uma corrida curta em um dos cartões-postais mais famosos do Brasil terminou em caso de polícia na noite do último sábado (23), em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um taxista foi preso após tentar cobrar R$ 3,4 mil de um casal de turistas alemães por uma viagem que, segundo informações repassadas à Polícia Militar, deveria custar cerca de R$ 40. O caso aconteceu na Avenida Atlântica, região de grande circulação de visitantes nacionais e estrangeiros.

De acordo com a PM, os turistas desconfiaram do valor apresentado durante o pagamento e acionaram agentes do 19º BPM, batalhão responsável pelo policiamento em Copacabana, que realizavam patrulhamento na área. A cobrança teria sido feita por meio de máquina de cartão, prática que, em casos semelhantes, costuma dificultar a percepção imediata do valor digitado pela vítima.

Após a abordagem, os policiais confirmaram a irregularidade e prenderam o motorista em flagrante. O nome do taxista não foi divulgado pelas autoridades. O veículo utilizado na corrida e as máquinas de cartão de crédito também foram apreendidos, segundo informações divulgadas pela imprensa local com base na Polícia Militar.

O caso foi encaminhado à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, a Deat, unidade da Polícia Civil voltada ao atendimento de visitantes, especialmente estrangeiros. A Polícia Civil informou que o motorista foi autuado em flagrante por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, que trata da obtenção de vantagem ilícita mediante fraude.

A diferença entre o valor estimado da corrida e a cobrança feita ao casal chama atenção: os R$ 3,4 mil exigidos representam cerca de 85 vezes o valor aproximado informado para o trajeto. Na prática, uma viagem de aproximadamente R$ 40 teria sido transformada em uma cobrança incompatível com qualquer tarifa regular de deslocamento urbano naquela região.

O episódio reacende o alerta sobre golpes contra turistas em áreas de grande movimentação no Rio de Janeiro, especialmente em pontos turísticos como Copacabana, onde visitantes estrangeiros podem ter mais dificuldade para identificar valores abusivos, conferir tarifas locais ou reagir diante de uma tentativa de cobrança irregular. A própria Deat atua justamente nesse tipo de ocorrência, oferecendo atendimento especializado e bilíngue a turistas no estado.

Embora o caso envolva um profissional identificado como taxista, a ocorrência também atinge a imagem de uma categoria essencial para a mobilidade turística da cidade. A maioria dos trabalhadores atua de forma regular, mas episódios de fraude, principalmente quando envolvem visitantes estrangeiros, ampliam a sensação de insegurança e prejudicam a reputação do destino.

A prisão também ocorre em um momento em que o Rio segue recebendo grande fluxo de turistas e tenta reforçar a imagem de segurança em áreas de grande visibilidade internacional. Copacabana é uma das regiões mais conhecidas do país e concentra hotéis, bares, restaurantes, quiosques e serviços de transporte, tornando a fiscalização um ponto sensível para a proteção de visitantes.

Especialistas em segurança turística orientam que passageiros confiram o valor antes de autorizar pagamentos por cartão, acompanhem o número exibido na máquina, solicitem recibo e, em caso de suspeita, procurem imediatamente uma autoridade policial. No Rio, ocorrências envolvendo turistas podem ser comunicadas à Polícia Militar, à Polícia Civil e à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista.

O taxista preso foi levado para a Deat, e o caso foi encaminhado à Justiça. A investigação deve apurar as circunstâncias da tentativa de cobrança, o uso das máquinas de cartão e se há outras possíveis vítimas relacionadas ao mesmo motorista. Até a última atualização, não havia informação sobre pagamento de fiança ou manifestação da defesa do acusado.

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