Jeniffer Gabrielly da Silva Santos teria sido arremessada contra a própria vontade por um adolescente; Polícia Civil investiga o caso e aguarda laudo do IML
Uma confraternização realizada nesse domingo (24), em um balneário no município de Anadia, no Agreste de Alagoas, terminou em tragédia. A menina Jeniffer Gabrielly da Silva Santos, de 11 anos, morreu após ser jogada em uma piscina durante uma suposta brincadeira. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar oficialmente a causa da morte.
De acordo com informações repassadas por familiares às autoridades, um adolescente de 16 anos estaria brincando de lançar pessoas dentro da água quando segurou Jeniffer. A criança teria demonstrado medo e resistido, chegando a se agarrar à irmã para evitar ser colocada na piscina. Mesmo assim, segundo o relato, ela foi arremessada.
Pouco tempo depois, familiares perceberam a ausência da menina. O irmão de Jeniffer foi até a piscina e a encontrou na água. Ela foi retirada do local e socorrida com ajuda de pessoas que estavam na confraternização, sendo levada para uma unidade de saúde da região. No entanto, a equipe médica confirmou que a criança já chegou ao hospital sem vida.
A principal suspeita inicial é de afogamento, mas a confirmação dependerá do exame de necropsia feito pelo IML. A investigação também deve esclarecer a dinâmica do ocorrido, se houve imprudência, negligência ou outra circunstância que tenha contribuído para a morte da criança.
Ainda conforme as informações divulgadas, a mãe do adolescente esteve no hospital e prestou assistência à família da vítima. O menor também teria ido até a unidade de saúde, mas não foi mais localizado após a chegada da polícia. A mulher foi orientada a apresentar o filho às autoridades para que ele seja ouvido no decorrer da apuração.
Familiares de Jeniffer foram encaminhados à Central de Polícia Civil, em São Miguel dos Campos, para o registro da ocorrência. Por envolver um adolescente, o caso deverá seguir os procedimentos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, com a apuração de eventual ato infracional.
A morte de Jeniffer causou comoção em Anadia. Em nota, a Prefeitura lamentou o falecimento da menina, que era aluna da rede municipal de ensino, e suspendeu as aulas na escola onde ela estudava nesta segunda-feira (25), em sinal de luto.
O caso também reacende o alerta para os riscos de brincadeiras forçadas em piscinas, especialmente envolvendo crianças. Atos tratados como diversão podem se transformar em tragédia quando não há consentimento, supervisão adequada ou noção do perigo. A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e aguardar os laudos periciais para concluir a investigação.
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