quarta-feira , 28 outubro 2026
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Médica gaúcha de 29 anos morre durante viagem à Espanha após participar de meia-maratona

Victoria d’Azevedo Silveira estava acompanhada da mãe quando morreu; causa ainda é desconhecida e família aguarda liberação do corpo

Reprodução/ Redes sociais; Arquivo pessoal

A médica oftalmologista Victoria d’Azevedo Silveira, de 29 anos, morreu durante uma viagem à Espanha após participar de uma meia-maratona. Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ela estava acompanhada da mãe quando a viagem, planejada para unir esporte e descanso, terminou em tragédia.

Segundo familiares, Victoria não acordou na manhã seguinte à prova. A causa da morte ainda não foi esclarecida.

O corpo foi encaminhado ao instituto responsável pelos exames periciais, e a autópsia já foi realizada. No entanto, até esta terça-feira (27), o laudo ainda não havia sido entregue à família. Os parentes também aguardavam a liberação oficial do corpo para dar continuidade aos procedimentos necessários.

A família informou que já entrou em contato com a seguradora e com o consulado brasileiro na Espanha para buscar orientações e assistência. A demora tem aumentado a angústia dos familiares, conforme relatou a tia da médica, Zélia.

“Essa espera nos angustia”, afirmou.

Médica era dedicada à profissão e apaixonada por corrida

Especializada em glaucoma, Victoria construiu uma trajetória profissional marcada pela dedicação aos estudos e à medicina. Segundo a tia, ela era muito querida pelos familiares e amigos.

“Era uma luz na nossa família. Não havia quem não gostasse dela”, contou Zélia.

Filha única, a médica mantinha uma relação próxima com a família e também cultivava uma forte ligação com o esporte. Ela praticava corrida desde 2020, quando começou a treinar com a equipe Cia dos Cavalos, e participava regularmente de competições.

De acordo com os familiares, Victoria seguia uma rotina rigorosa de preparação física e cuidados com a alimentação. A participação na prova realizada na Espanha havia sido motivo de grande alegria, especialmente pelo resultado alcançado.

A médica contou à família que havia feito sua melhor corrida e terminado a competição como a segunda brasileira mais bem colocada.

“Estava radiante”, relembrou a tia. “Ela estava feliz, fazendo uma coisa que amava e ao lado da mãe, que amava muito.”

Enquanto aguarda os resultados dos exames e a liberação do corpo, a família busca esclarecer as circunstâncias da morte e viabilizar os procedimentos necessários após a perda.

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