O Governo de Alagoas elevou para R$ 7.742.880 o valor do contrato para a construção de seis galpões e a implantação de uma fábrica de polpas de frutas e de desidratação de legumes na Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa), em Maceió. O reajuste de R$ 542.880 foi publicado nesta quinta-feira (29), em meio à discussão sobre a possibilidade de transferir a administração do entreposto à iniciativa privada.
A atualização contratual foi formalizada por meio do segundo apostilamento ao Contrato nº 007/2025, firmado com a empresa Uchôa Construções Ltda. O valor inicial, de R$ 7,2 milhões, foi corrigido com base na variação de 7,54% do Índice Nacional da Construção Civil (INCC), referente ao período entre abril de 2024 e abril de 2025.
Conforme a publicação da Secretaria de Estado de Governo, os recursos utilizados são provenientes de receitas não vinculadas de impostos. A despesa está classificada na categoria de obras e instalações.
Reajuste ocorre durante discussão sobre concessão
A atualização do contrato acontece enquanto a Assembleia Legislativa de Alagoas discute uma proposta que autoriza a concessão da Ceasa à iniciativa privada por um período de até 60 anos.
A proposta tem provocado manifestações de permissionários e trabalhadores do entreposto. Entre as preocupações apresentadas pelo grupo estão possíveis aumentos nas tarifas, impactos sobre os empregos e consequências para os preços dos alimentos comercializados em Maceió.
Os trabalhadores também questionam a falta de acesso prévio aos estudos que embasam a proposta. Permissionários afirmaram anteriormente que souberam da possibilidade de concessão por meio das redes sociais e cobraram do governo a divulgação dos documentos que fundamentam o projeto.
Destino dos investimentos ainda gera questionamentos
Com a atualização do contrato, surge a necessidade de esclarecer como os investimentos públicos realizados na Ceasa serão tratados caso a concessão seja aprovada. Entre os pontos que dependem de explicação estão a eventual incorporação das estruturas ao patrimônio explorado pela futura concessionária e a forma como esses recursos serão considerados na modelagem econômica do negócio.
O extrato publicado não informa o percentual de execução das obras nem apresenta uma previsão para a conclusão dos seis galpões e da unidade de processamento de alimentos.
O governo estadual foi procurado para esclarecer esses pontos. Até a publicação das informações que serviram de base para esta matéria, não havia resposta registrada. O espaço permanece aberto para manifestação.

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