Alagoas deve registrar 880 novos caso precoce e do acompanhamento médicos de câncer de mama feminina em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número representa um aumento de 27,5% em relação à projeção de 690 casos feita pelo instituto para 2023.
O cenário reforça o alerta durante o Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre a doença e à importância do diagnóstico precoce. O câncer de mama está entre os tipos mais frequentes entre as mulheres e representa uma importante causa de morte por câncer no Brasil.
Para o mastologista Alexandre Calado, da Hapvida, identificar a doença nas fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e aumentar as chances de cura.
“Realizar a mamografia a partir dos 40 anos pode possibilitar o diagnóstico precoce de uma doença mamária, muitas vezes antes mesmo de ela ser palpável. Nesses casos, a chance de cura é altíssima”, explica o especialista.
A indicação do exame, no entanto, pode variar conforme o histórico familiar, os fatores de risco e a avaliação individual de cada paciente. Em determinadas situações, a investigação pode ser recomendada antes dos 40 anos.
Nódulos e alterações na mama exigem atenção
Além de manter o acompanhamento médico, é importante observar possíveis mudanças nas mamas. Entre os sinais que precisam ser investigados estão o surgimento de nódulos, especialmente quando são endurecidos e apresentam pouca mobilidade, secreção com sangue pelo mamilo e alterações na pele, como enrugamento ou retração.
Segundo Calado, esses sinais podem estar relacionados a doenças mamárias e devem ser avaliados por um profissional de saúde.
O conhecimento do próprio corpo pode ajudar a perceber alterações, mas o autoexame não substitui a avaliação clínica nem os exames recomendados para cada paciente.
A mamografia é um dos principais recursos utilizados para detectar alterações que podem indicar câncer de mama, inclusive antes do aparecimento de sintomas. A periodicidade e o momento adequado para realizar o exame devem seguir a orientação médica.
Tratamento também afeta a saúde emocional
O diagnóstico de câncer de mama pode provocar impactos que vão além dos efeitos físicos da doença. A autoestima, a saúde emocional, os relacionamentos e a vida profissional também podem ser afetados durante o tratamento.
Nesse contexto, o acompanhamento multidisciplinar pode ajudar as pacientes a lidar com as diferentes etapas da recuperação, oferecendo suporte médico, psicológico e de outros profissionais de saúde, conforme as necessidades de cada caso.
Apesar dos desafios, o diagnóstico não significa que a paciente não poderá retomar suas atividades cotidianas.
“Após o tratamento do câncer de mama, a paciente pode, sim, voltar a ter uma vida normal. Suas atividades podem ser retomadas progressivamente, de acordo com a evolução do tratamento e a orientação da equipe médica”, afirma Calado.
Hábitos saudáveis podem ajudar na redução do risco
A adoção de hábitos saudáveis também integra as estratégias de prevenção. A prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada e o controle do peso podem contribuir para reduzir o risco de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama.
Durante o Outubro Rosa, a orientação é reforçar a atenção à saúde, buscar atendimento diante de alterações suspeitas e manter os exames em dia conforme as recomendações dos profissionais de saúde.
O aumento da estimativa de novos casos em Alagoas destaca a importância da conscientização e do acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, fundamentais para ampliar as possibilidades de cuidado às mulheres.

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