A violência continua sendo apontada como o principal problema do Brasil pelos eleitores, segundo a nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O tema foi mencionado por 31% dos entrevistados, mantendo a liderança entre as principais preocupações da população.
Na sequência aparece a economia, citada por 16% dos participantes. Saúde e corrupção ficaram empatadas, com 14% cada. Os problemas sociais foram mencionados por 13%, enquanto a educação apareceu com 7%.
Apesar de permanecer isoladamente na primeira posição, a violência apresentou uma pequena redução em relação à pesquisa anterior, quando havia sido citada por 33% dos entrevistados. A variação de dois pontos percentuais ocorre dentro da margem de erro do levantamento.
Economia ganha um ponto percentual
A percepção sobre os demais temas também apresentou pequenas oscilações.
A preocupação com a economia passou de 15% para 16% entre as duas rodadas. Os problemas sociais avançaram de 12% para 13%. Já saúde, corrupção e educação permaneceram nos mesmos patamares registrados anteriormente: 14%, 14% e 7%, respectivamente.
As mudanças, portanto, foram discretas e não alteraram a ordem dos principais problemas apontados pelos eleitores.
O resultado indica que questões relacionadas à segurança pública continuam ocupando espaço central na percepção do eleitorado brasileiro, mesmo diante da proximidade das eleições de 2026.
Primeiro levantamento após o início da campanha
A pesquisa é a primeira rodada da Quaest realizada depois do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto.
O levantamento foi feito entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, período em que as campanhas dos candidatos à Presidência já estavam autorizadas a realizar atividades eleitorais.
Além de medir a percepção sobre os problemas do país, a mesma pesquisa também avaliou a intenção de voto para a Presidência. No cenário de primeiro turno divulgado nesta quarta-feira, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, e Augusto Cury (Avante), com 10%.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa registra 42% para o petista e 41% para o senador, resultado considerado empate técnico diante da margem de erro de dois pontos percentuais.
Avaliação do governo também foi medida
A pesquisa Quaest também analisou a avaliação dos eleitores sobre o governo federal.
Segundo o levantamento, 48% desaprovam a administração do presidente Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Na avaliação qualitativa, 37% classificam o governo como negativo, 35% como positivo e 25% como regular. A parcela que não respondeu corresponde a 3%.
A desaprovação permaneceu no mesmo nível da rodada anterior, enquanto a aprovação oscilou de 46% para 45%. As alterações estão dentro da margem de erro da pesquisa.
Segurança permanece no centro do debate eleitoral
A liderança da violência entre os problemas apontados pelos eleitores ocorre em um cenário no qual a segurança pública tende a ocupar espaço relevante nos discursos das campanhas.
A pesquisa não mede quais medidas os entrevistados consideram mais adequadas para enfrentar a criminalidade, mas mostra que o tema possui prioridade significativa na percepção do eleitorado.
Em levantamento anterior da Quaest, realizado em agosto, 33% haviam indicado a violência como o principal problema do país, enquanto a economia tinha 15%. O resultado atual mostra uma redução de dois pontos na preocupação com segurança e uma alta de um ponto na preocupação econômica.
Ao longo da série histórica da Quaest, a violência também apareceu repetidamente entre as principais preocupações nacionais. Dados anteriores do instituto mostram oscilações importantes do indicador ao longo de 2025 e 2026, com momentos em que o tema chegou a superar 30% das respostas.
Metodologia
A pesquisa Quaest foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.004 eleitores, presencialmente, entre 30 de agosto e 1º de setembro de 2026.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.
Os percentuais devem ser interpretados considerando essa margem de erro e o período específico em que as entrevistas foram realizadas. A pesquisa representa, portanto, um retrato da opinião dos eleitores naquele momento, e não uma previsão do resultado das eleições.

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