terça-feira , 22 setembro 2026
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Celular de empresária revela buscas sobre limpeza de veículo e reforça investigação sobre morte de cozinheira em SP

Ministério Público aponta que pesquisas na internet podem indicar tentativa de eliminar vestígios do crime; empresária, namorado e sobrinho respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Reprodução

A investigação sobre a morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, ganhou um novo desdobramento após a Polícia Civil encontrar, no celular da empresária Eliane Alves dos Santos, pesquisas relacionadas à desmontagem e à limpeza de veículos. As informações fazem parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), recebida pela Justiça nesta segunda-feira (3), e são consideradas um dos elementos que podem indicar uma tentativa de apagar vestígios do crime.

Além da empresária, também se tornaram réus o companheiro dela, Irimar Castilho, e o sobrinho, Magno dos Santos Neri Barbosa. Os três permanecem presos preventivamente e são acusados de participação no homicídio qualificado e na ocultação do cadáver da cozinheira.

Investigações apontam planejamento

Segundo a denúncia do Ministério Público, os investigadores reuniram um conjunto de provas que inclui análises de aparelhos eletrônicos, depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. Entre os indícios apresentados está o histórico de pesquisas realizadas no celular da empresária sobre formas de limpar ou desmontar um automóvel, o que, na avaliação da acusação, pode estar relacionado à tentativa de eliminar provas materiais após o crime.

As buscas se somam a outros elementos coletados durante o inquérito, que busca reconstruir toda a dinâmica dos acontecimentos e a participação de cada investigado.

Desaparecimento mobilizou buscas

Berenice Ramos de Aguiar desapareceu no fim de junho, após sair do restaurante onde trabalhava e também residia, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O caso mobilizou familiares e forças de segurança durante semanas, até que o corpo da cozinheira foi localizado em uma área de mata em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. A identidade da vítima foi confirmada posteriormente por exames periciais.

De acordo com a linha investigativa da Polícia Civil, a motivação do crime estaria relacionada a um conflito entre a cozinheira e a empresária envolvendo direitos trabalhistas e valores que seriam devidos à vítima. Essa hipótese segue sendo analisada ao longo da instrução processual.

Processo entra em nova fase

Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os acusados passam oficialmente à condição de réus e responderão ao processo criminal. A partir de agora, terão direito à apresentação de defesa, produção de provas e demais etapas previstas no Código de Processo Penal.

A Polícia Civil e o Ministério Público continuam acompanhando o caso para o aprofundamento das investigações e eventual produção de novas provas. A responsabilidade criminal dos denunciados será definida ao longo do processo, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

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