A Justiça condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento que resultou na morte de duas crianças em Imperatriz. O crime ocorreu após o consumo de um ovo de Páscoa enviado à residência da família.
As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que não resistiram após ingerirem o chocolate contaminado. A mãe das crianças, Mírian Lira, também consumiu o doce e chegou a ser internada em UTI, mas sobreviveu após atendimento médico.
Chocolate estava envenenado com “chumbinho”
De acordo com as investigações, o ovo de Páscoa continha chumbinho, um pesticida ilegalmente utilizado no Brasil como veneno para ratos. O produto teria sido enviado à casa da família por meio de um mototaxista, acompanhado de um bilhete com mensagem de “Feliz Páscoa”.
O Ministério Público do Maranhão apontou que o crime foi planejado e motivado por ciúmes e vingança, já que a acusada seria ex-namorada do companheiro da vítima.
Crime foi premeditado, aponta investigação
Segundo a apuração, Jordélia viajou de Santa Inês até Imperatriz, se hospedou em um hotel usando identidade falsa e contratou um motoboy para realizar a entrega do ovo envenenado.
Durante a prisão, foram encontrados com ela perucas, restos de chocolate e bilhetes de transporte, reforçando a tese de planejamento do crime.
Caso chocou o país
A decisão encerra um dos casos criminais mais graves registrados recentemente no estado. A Justiça entendeu que não havia dúvidas sobre a autoria e rejeitou a versão apresentada pela acusada, que alegava não ter colocado veneno no chocolate.
O caso segue repercutindo pela brutalidade e pela forma como foi executado, deixando um rastro de comoção nacional.

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