O influenciador digital Patrick Almeida, mais conhecido como PTK, foi preso nesta quarta-feira (3) durante a Operação Morro do Alemão, deflagrada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas. A ação mira integrantes do Comando Vermelho com atuação em Alagoas e no Rio de Janeiro.
Conhecido nas redes sociais pelo slogan “o cara das comunidades”, PTK construiu popularidade com conteúdos voltados para bairros periféricos de Maceió, pautas comunitárias, humor, eventos populares e ações de apelo social. Recentemente, ele vinha se apresentando como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
Segundo a investigação, Patrick Almeida é apontado como um possível elo político da facção em Alagoas. A polícia apura se ele teria sido escolhido por uma liderança do Comando Vermelho no estado para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Maceió nas eleições de 2024, com o objetivo de representar interesses do grupo criminoso no Legislativo.
A defesa de PTK ainda pode se manifestar. Até decisão judicial, ele é tratado como investigado, e as suspeitas seguem sob apuração das autoridades.
Quem é PTK?
Patrick Almeida ganhou visibilidade nas redes sociais falando diretamente com moradores de comunidades de Maceió. Seu conteúdo mistura reivindicações populares, defesa de trabalhadores informais, mensagens de apoio a minorias, humor e divulgação de eventos voltados principalmente ao público jovem.
Nas redes, PTK também ficou conhecido pelo bordão “Respeita os Moto Boy”, usado como forma de aproximação com trabalhadores de aplicativo, entregadores e moradores das periferias. A imagem pública construída por ele era a de liderança comunitária, com forte presença em bairros populares da capital alagoana.
Em 2024, o influenciador tentou se aproximar da política eleitoral e chegou a se apresentar como possível candidato a vereador por Maceió. Agora, antes da prisão, vinha se colocando nas redes como pré-candidato a deputado federal por Alagoas.
O que diz a investigação
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, a Operação Morro do Alemão foi deflagrada para combater a expansão do Comando Vermelho no estado. A investigação aponta que a facção buscava ampliar sua atuação territorial e também alcançar influência política.
Nesse contexto, PTK teria sido visto pelas autoridades como uma peça de articulação fora do núcleo tradicional do crime organizado. A suspeita é de que sua popularidade nas comunidades pudesse ser usada como capital político para favorecer interesses da facção.
A polícia afirma que os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, com base em provas técnicas reunidas durante a investigação.
Como foi a operação
A Operação Morro do Alemão cumpriu 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão, além de medidas cautelares. Os alvos estavam distribuídos em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.
A ação foi coordenada pela SSP-AL, com participação da Polícia Civil, por meio da DRACCO, e da Polícia Militar, por meio do Comando de Missões Especiais. Também houve mobilização de equipes especializadas, como ROTAM, BOPE, Choque, CORE, Tigre e outros grupamentos operacionais.
Até o momento divulgado pelas autoridades, nove pessoas foram presas durante a operação. Entre os detidos está o influenciador PTK.
Espaço para defesa
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da defesa de Patrick Almeida. As informações serão atualizadas caso os advogados do influenciador se pronunciem oficialmente.
A SSP reforça que denúncias anônimas sobre atuação de grupos criminosos podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181. O sigilo é garantido.

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