quarta-feira , 15 julho 2026
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Ozivy fica mais barato: EMS anuncia redução no preço e oferece três canetas por R$ 1.000

Farmacêutica passa a oferecer três canetas por R$ 999 para pacientes cadastrados em programa de benefícios; medicamento nacional é indicado para diabetes tipo 2 e ganha destaque após reconhecimento da Anvisa

Divulgação / EMS

A farmacêutica EMS anunciou uma redução no preço do Ozivy, o primeiro medicamento brasileiro desenvolvido com semaglutida sintética e registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A mudança faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso ao tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 e fortalecer a concorrência no mercado, até então liderado por medicamentos importados.

A partir da nova política comercial, pacientes cadastrados no programa Vida + Leve poderão adquirir três canetas da versão de 1 mg por R$ 999, reduzindo o custo unitário para R$ 333. Antes da mudança, o programa oferecia duas canetas da mesma dosagem por R$ 863,22, o equivalente a R$ 431,61 por unidade. Com isso, a economia por caneta chega a aproximadamente 23%.

Primeiro medicamento brasileiro com semaglutida

O Ozivy entrou para a história por ser o primeiro medicamento nacional aprovado pela Anvisa contendo semaglutida sintética, substância que revolucionou o tratamento do diabetes tipo 2 e ganhou notoriedade mundial pelos efeitos na redução do peso corporal.

A comercialização do medicamento começou em junho deste ano, poucos meses após o fim da patente da semaglutida no Brasil, abrindo espaço para que laboratórios nacionais passassem a desenvolver versões próprias do princípio ativo.

Embora o Ozivy tenha sido aprovado oficialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, muitos médicos também utilizam a medicação de forma off-label — quando o uso ocorre fora das indicações previstas na bula — para auxiliar pacientes com obesidade e sobrepeso, prática que depende exclusivamente de avaliação médica individual.

Concorrência com o Ozempic

A chegada do Ozivy representa um novo cenário para o mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida.

Seu principal concorrente continua sendo o Ozempic, fabricado pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. Atualmente, o medicamento importado é vendido em programas de desconto por valores que variam entre R$ 975 e R$ 999, dependendo da dosagem e do canal de venda.

Com a nova modalidade anunciada pela EMS, o custo por caneta do Ozivy torna-se significativamente menor, ampliando a competitividade entre os fabricantes.

Reconhecimento da Anvisa fortalece o medicamento

Outro fator que reforçou a importância do Ozivy foi sua inclusão na Lista de Medicamentos de Referência (LMR) da Anvisa.

Na prática, isso significa que o medicamento passa a servir como padrão nacional de eficácia, qualidade e segurança para futuras versões genéricas e similares que utilizem semaglutida sintética.

Especialistas avaliam que essa medida deve estimular ainda mais a concorrência e, consequentemente, contribuir para uma redução gradual dos preços desse tipo de tratamento nos próximos anos.

Mercado pode ganhar novos concorrentes

Além da EMS, outras empresas também buscam espaço nesse segmento.

A Hypera Pharma aguarda a conclusão do processo de registro do Semavy, outro medicamento nacional desenvolvido com semaglutida. O produto ainda depende da aprovação definitiva da Anvisa e da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Caso receba autorização para comercialização, o mercado brasileiro deverá contar com mais uma opção para pacientes que necessitam do tratamento.

Quem pode comprar o Ozivy?

O novo valor anunciado é exclusivo para pacientes cadastrados no programa Vida + Leve, da EMS.

Para participar, é necessário:

  • possuir prescrição médica válida;
  • realizar o cadastro no programa de benefícios da farmacêutica;
  • seguir os critérios estabelecidos pela empresa para aquisição do medicamento.

A EMS destaca que o objetivo da iniciativa é facilitar o acesso ao tratamento e reduzir o impacto financeiro para pacientes que utilizam a medicação de forma contínua.

Com a chegada de novos fabricantes nacionais, especialistas esperam que a concorrência contribua para ampliar a oferta de medicamentos à base de semaglutida, tornando esse tipo de tratamento mais acessível aos brasileiros nos próximos anos.

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