A Polícia Civil de Alagoas prendeu, na noite desta segunda-feira (3), o homem investigado pelo assassinato de Silvânia Maria da Silva, de 36 anos, morta dentro de casa, em Arapiraca, no Agreste alagoano. O suspeito estava foragido desde o crime, registrado em junho, e era alvo de diligências realizadas pela equipe responsável pelas investigações.
De acordo com a apuração policial, a motivação do crime estaria relacionada à inconformidade do investigado com o fim do relacionamento. O casal conviveu por mais de 20 anos e estava separado havia cerca de três meses quando o feminicídio ocorreu. Segundo a Polícia Civil, ele não aceitava a decisão da vítima de encerrar a relação.
Durante as investigações, um dos elementos reunidos pela polícia foi uma mensagem de áudio enviada pelo suspeito a um conhecido por meio de um aplicativo de mensagens, na qual ele teria confessado o assassinato. O conteúdo passou a integrar o conjunto de provas analisadas pelos investigadores.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Silvânia morreu em decorrência de politraumatismo provocado por espancamento. As investigações também apontam que a vítima sofreu violência extrema antes de morrer, reforçando a linha de apuração do crime como feminicídio.
Na noite em que o crime foi descoberto, vizinhos acionaram a polícia após ouvirem relatos de agressão e perceberem que a mulher permanecia trancada dentro da residência. Ao chegarem ao imóvel, os policiais precisaram arrombar a porta e encontraram Silvânia caída, já sem sinais de vida. O óbito foi constatado ainda no local.
Testemunhas também relataram que a vítima teria sido enforcada antes de morrer. Essa informação foi considerada durante a investigação, que reuniu depoimentos, perícias e demais elementos para esclarecer a dinâmica do crime.
Com a prisão do investigado, a Polícia Civil dá mais um passo na conclusão do inquérito que apura o caso. O homem permanecerá à disposição da Justiça e deverá responder pelo crime de feminicídio.

Deixe um comentário