O servidor público José Wellington Pacheco será julgado nesta terça-feira (22), em Maceió, pelo atropelamento que provocou a morte do adolescente Fabrycio Jorge Cavalcante de Melo, de 13 anos. O caso aconteceu em 27 de outubro de 2014, na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol.
O julgamento está previsto para começar às 8h e será conduzido pelo juiz substituto Lucas Tavares Takada, da 9ª Vara Criminal da Capital. Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o adolescente foi atingido enquanto atravessava a avenida pela faixa de pedestres e acabou arremessado a cerca de seis metros do local da travessia.
Acidente aconteceu em 2014
De acordo com os autos do processo, José Wellington conduzia um Nissan March quando teria ultrapassado o sinal vermelho e atingido Fabrycio. A acusação aponta ainda que o veículo estaria acima da velocidade permitida e que, momentos antes da colisão, o motorista teria ingressado na chamada faixa azul, destinada ao transporte coletivo e a conversões à direita.
Ainda conforme os autos, uma testemunha relatou que o motorista não teria prestado socorro após o atropelamento. O adolescente teria permanecido no chão até a chegada do atendimento.
O processo tramita sob o número 0731739-28.2014.8.02.0001.
Réu confirmou atropelamento
Em depoimento prestado durante a investigação, José Wellington confirmou que conduzia o veículo e que atropelou Fabrycio na faixa de pedestres.
Segundo o relato registrado no processo, ele afirmou que havia entrado na faixa azul com a intenção de chegar a um supermercado próximo. O réu também declarou que o semáforo estaria amarelo no momento da passagem.
Sobre a ausência de socorro, Wellington afirmou que entrou em desespero depois da colisão e, por esse motivo, não permaneceu no local para atender a vítima. Essas são as alegações apresentadas pelo acusado nos autos e serão consideradas no julgamento.
Julgamento acontece nesta terça
A sessão será realizada na 9ª Vara Criminal da Capital, sob condução do juiz substituto Lucas Tavares Takada. O julgamento deverá analisar as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade criminal atribuída ao réu.
A realização do julgamento não representa, por si só, uma conclusão sobre a culpabilidade do acusado. A decisão será tomada pela Justiça após a análise das provas e dos argumentos apresentados no processo.
Processo nº 0731739-28.2014.8.02.0001.

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