A Polícia Civil de Alagoas recuperou 19 dos 21 aparelhos iPhones furtados do terminal de cargas de uma companhia aérea localizado no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Os equipamentos, avaliados em mais de R$ 155 mil, foram desviados em 2025 e, desde então, eram alvo de uma investigação conduzida pelas autoridades.
O caso passou a ser investigado após a empresa identificar o desaparecimento da carga. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar possíveis crimes de associação criminosa, furto qualificado e receptação.
As investigações apontaram que o esquema teria contado com a participação de um ex-funcionário da empresa. Imagens do sistema de segurança do terminal foram analisadas pelos investigadores e teriam registrado o momento em que ele conseguiu contornar os procedimentos internos e entregar a carga diretamente no balcão a outro homem.
Após receber os aparelhos, o suspeito deixou o aeroporto em um veículo de luxo.
Celulares foram distribuídos em três estados
De acordo com a Polícia Civil, os aparelhos não permaneceram concentrados com os responsáveis pelo furto. A investigação identificou uma suposta rede de receptadores que teria atuado na distribuição e comercialização dos celulares.
Segundo os investigadores, os iPhones chegaram a diferentes pontos de Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Parte dos equipamentos teria sido revendida por estabelecimentos comerciais, enquanto outros foram negociados por revendedores informais e plataformas digitais.
A atuação em diferentes estados dificultou a recuperação imediata de todos os aparelhos e ampliou o trabalho de rastreamento realizado pela polícia.
Investigação é conduzida pelo 12º Distrito Policial
A recuperação dos celulares foi realizada por equipes do 12º Distrito Policial de Rio Largo, sob coordenação do delegado João Marcos.
Dos 21 aparelhos identificados como furtados, 19 já foram localizados. Os equipamentos recuperados permanecem apreendidos e deverão ficar à disposição da Justiça enquanto o inquérito policial avança.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar todos os envolvidos na operação, localizar os dois aparelhos que ainda não foram recuperados e reunir elementos que possam levar à responsabilização dos suspeitos.
As investigações também buscam esclarecer a participação de cada pessoa no esquema, desde o desvio da carga dentro do terminal até a posterior circulação dos aparelhos no mercado.

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