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Polícia Civil desativa laboratório de “haxixe gourmet” em condomínio no Antares e prende estudante de biologia em Maceió

Estrutura clandestina funcionava em condomínio no bairro Antares e contava com equipamentos de alta tecnologia para cultivo de maconha e produção de derivados concentrados da droga.

PC flagra laboratório de drogas na casa de estudante de Biologia

A Polícia Civil de Alagoas desarticulou, na manhã desta sexta-feira (22), um laboratório clandestino de cultivo de maconha, refinamento de derivados e produção de haxixe em um condomínio residencial no bairro Antares, na parte alta de Maceió. Um estudante universitário de biologia, de 25 anos, foi preso em flagrante durante a operação coordenada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico da Capital (DNARC).

Segundo a polícia, o imóvel funcionava como uma estrutura altamente equipada para cultivo indoor de maconha de alta potência e produção de derivados concentrados da droga, conhecidos popularmente como “haxixe gourmet”. A investigação teve início após denúncias anônimas encaminhadas à segurança pública.

Estrutura chamou atenção pela sofisticação

Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais encontraram estufas automatizadas, sistemas de iluminação em LED, umidificadores, fertilizantes, prensas mecânicas industriais e equipamentos adaptados para o processamento dos entorpecentes. Entre os materiais apreendidos, chamou atenção uma máquina de lavar portátil modificada, utilizada para produzir o chamado “Ice”, um tipo de haxixe considerado mais puro e valorizado no mercado ilegal.

Além do Ice, os agentes localizaram pés de maconha, derivados concentrados como o haxixe tipo Crumble e diversos insumos químicos usados no cultivo e no refino da droga.

De acordo com o delegado Mac Dowell, responsável pela operação, o nível tecnológico encontrado no local demonstrava conhecimento técnico avançado aplicado à produção dos entorpecentes.

“Encontramos uma plantação totalmente estruturada, com prensa mecânica, iluminação específica e equipamentos voltados para potencializar a produção”, afirmou o delegado em entrevista à imprensa.

Suspeito alegou uso pessoal

Em depoimento inicial, o estudante admitiu ser responsável pelo laboratório, mas negou envolvimento com tráfico de drogas. Segundo ele, a produção seria destinada ao consumo próprio.

A versão, no entanto, não convenceu os investigadores. Para a polícia, a quantidade de material apreendido e a estrutura montada indicam capacidade de produção em escala incompatível com uso individual.

O suspeito foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado para a sede da DNARC, no bairro Chã de Bebedouro. Todo o material recolhido passará por perícia oficial.

Investigação continua

A Polícia Civil agora apura se o laboratório fazia parte de uma rede de distribuição voltada para clientes de alto poder aquisitivo em Maceió. Os investigadores também analisam o possível uso das redes sociais para divulgação e comercialização dos produtos derivados da cannabis.

A operação ocorre em meio ao aumento de apreensões relacionadas ao cultivo doméstico e à produção de derivados concentrados da maconha no Brasil, mercado ilegal que movimenta drogas de alto valor agregado conhecidas como “maconha gourmet”.

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