A Justiça de Alagoas negou, nesta segunda-feira (12), o pedido de prisão do homem suspeito de agredir a influenciadora digital Bárbara Souza, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. A solicitação foi apresentada pela defesa da vítima após denúncias de agressão física, roubo e violência psicológica atribuídas ao ex-companheiro.
Na decisão, o juiz Marcell Menezes Aquino considerou o posicionamento do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que se manifestou contra a prisão neste momento por entender que ainda não existem elementos suficientes para justificar a medida cautelar.
O magistrado ressaltou que a apuração dos fatos pela autoridade policial é necessária antes de uma nova avaliação sobre a necessidade de prisão. A decisão, no entanto, não impede que o pedido seja analisado novamente caso surjam novas informações durante a investigação.
Justiça cita medidas protetivas já concedidas
Segundo a decisão, Bárbara Souza já está amparada por medidas protetivas de urgência que proíbem o suspeito de se aproximar dela e de manter contato.
O juiz destacou que um eventual descumprimento dessas determinações pode justificar a adoção de novas medidas cautelares. Para isso, porém, será necessário esclarecer as circunstâncias relatadas e verificar se houve violação das restrições impostas.
O Ministério Público também apontou a necessidade de aprofundar a investigação antes de avaliar novamente a possibilidade de prisão preventiva.
A negativa do pedido neste momento não representa uma conclusão sobre a veracidade das acusações, que ainda dependem da apuração pelas autoridades competentes.
Influenciadora afirma que foi arrastada por cerca de 100 metros
Bárbara Souza denunciou o ex-companheiro nas redes sociais na sexta-feira (9). Na publicação, ela relatou ter sofrido agressões e compartilhou imagens de ferimentos e hematomas.
Segundo a versão apresentada pela influenciadora, ela teria sido arrastada por aproximadamente 100 metros ao tentar impedir que o homem fugisse levando seu aparelho celular.
A vítima também acusa o ex-companheiro de apagar fotos e vídeos utilizados em seu trabalho como influenciadora digital. De acordo com o relato, o conteúdo publicado em seu perfil no Instagram acumulava milhões de visualizações.
As acusações foram divulgadas pela própria Bárbara e ainda precisam ser apuradas no curso da investigação.
Movimento cobra resposta das autoridades
O caso também passou a ser acompanhado pelo movimento Por Mulheres Brasil, que manifestou repúdio às agressões relatadas pela influenciadora e cobrou uma resposta das autoridades.
A denúncia ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens e do relato de Bárbara sobre o episódio.
Enquanto a investigação prossegue, a influenciadora permanece amparada pelas medidas protetivas já concedidas. A possibilidade de adoção de novas providências judiciais poderá ser reavaliada conforme o avanço da apuração e os elementos reunidos no processo.

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