Funcionários ligados à operação do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, denunciam que estariam sendo pressionados por superiores a participar de caminhadas, carreatas e outros atos da campanha de Renan Filho (MDB) ao Governo de Alagoas.
Segundo reportagem do Francês News, mensagens atribuídas a um grupo de WhatsApp chamado “Rumo a vitória” mostram a divulgação de eventos, pedidos para fazer um “levantamento do pessoal”, organização de transporte e listas com dezenas de nomes.
Entre os registros, uma mensagem afirma que um “secretário solicitou apoio” para um evento em Batalha. Também aparecem listas com 25 e pelo menos 32 nomes, além de conversas sobre transporte para funcionários de Arapiraca.
As mensagens comprovam a mobilização política no grupo, mas, isoladamente, não permitem afirmar que todos os participantes tenham sido coagidos. Não há, nos registros analisados, ameaça explícita de demissão ou punição para quem não participasse.
Uma das fontes também afirma que um supervisor teria sido demitido após chegar ao presídio com um adesivo de JHC no veículo. A denúncia, porém, não foi comprovada documentalmente e não há, até o momento, prova de que o desligamento tenha ocorrido por motivação política.
Caso seja comprovado que trabalhadores foram constrangidos a apoiar uma candidatura em razão de sua relação profissional, a situação poderá ser analisada pelos órgãos competentes como possível assédio eleitoral.
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