quarta-feira , 10 junho 2026
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Dono de buffet que sumiu com dinheiro de festas é condenado por enganar clientes em Maceió

Gabriel Cícero, dono do G Gourmet, confessou os crimes; mais de dez vítimas denunciaram prejuízos após pagarem por eventos que não foram realizados.

Foto: Divulgação

O empresário Gabriel Cícero Alves da Silva, proprietário do buffet G Gourmet, foi condenado por estelionato nesta quarta-feira (10), em Maceió, após uma série de denúncias por não cumprimento de contratos em festas de casamento, aniversários e eventos corporativos.

A decisão da Justiça de Alagoas encerra um caso que se arrastava desde 2022, quando clientes começaram a relatar publicamente que haviam sido enganados por Gabriel Cícero. Segundo os relatos, o empresário recebia o pagamento antecipado por serviços de buffet e, às vésperas dos eventos, sumia sem prestar qualquer atendimento.

Entre as vítimas está uma noiva que contratou o buffet para o casamento em 2023. Ela afirmou que, após realizar diversas transferências bancárias, perdeu o contato com o empresário poucos dias antes da cerimônia. O desaparecimento de Gabriel obrigou a família a improvisar toda a festa com a ajuda de amigos.

Casos semelhantes foram registrados no 5º Distrito Policial da capital alagoana. Ao todo, mais de dez pessoas formalizaram boletins de ocorrência contra o dono do G Gourmet. O empresário confessou os crimes durante o processo judicial e alegou problemas pessoais como justificativa para não ter cumprido os contratos.

Apesar da gravidade das denúncias, a pena de 2 anos e 1 mês de reclusão foi convertida em prestação de serviços comunitários, conforme a legislação para casos sem violência ou grave ameaça. O Ministério Público já havia solicitado a prisão preventiva do acusado em 2023 para evitar novos golpes, mas o pedido foi negado à época.

A repercussão do caso gerou indignação entre os consumidores lesados, principalmente em razão do impacto emocional causado às famílias envolvidas. Algumas vítimas, além de festas de casamento, relataram prejuízos em eventos como festas de 15 anos e ceias de Natal.

Com a condenação, o empresário passa a cumprir a pena em regime alternativo, mas segue acompanhado pela Justiça. A Polícia Civil segue apurando se novas vítimas surgirão, já que outros contratos do buffet ainda estão sob investigação.

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