terça-feira , 11 agosto 2026
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Arquidiocese de Maceió alerta para golpe com falsa cobrança enviada por e-mail

Instituição afirma que mais de 90 mensagens foram distribuídas em nome do setor de Recursos Humanos e orienta destinatários a não abrir links ou anexos

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A Arquidiocese de Maceió emitiu um alerta nesta segunda-feira (10) após identificar uma tentativa de golpe envolvendo e-mails falsos de cobrança atribuídos ao setor de Recursos Humanos (RH) da instituição. Segundo a Arquidiocese, mais de 90 mensagens já haviam sido encaminhadas a diferentes destinatários, inclusive pessoas que não tinham qualquer relação com a suposta cobrança.

A orientação é para que os destinatários não cliquem em links, não abram arquivos anexados e não forneçam dados pessoais, bancários ou informações de acesso. A recomendação é apagar a mensagem, denunciá-la como fraude e, em caso de dúvida, procurar diretamente os canais oficiais da Arquidiocese.

Como a fraude foi identificada

O caso veio à tona depois que uma pessoa entrou em contato com a instituição para confirmar se uma funcionária do RH havia enviado um boleto de cobrança.

A partir da consulta, a equipe da Arquidiocese verificou a situação e constatou que mensagens semelhantes haviam sido encaminhadas para dezenas de pessoas.

Até o momento, a instituição informou que não sabe quem está por trás do envio nem como os responsáveis conseguiram distribuir as mensagens.

A Arquidiocese esclareceu que o setor de Recursos Humanos não é responsável pelas cobranças apresentadas nos e-mails e reforçou que o conteúdo deve ser tratado como fraudulento.

Golpe utiliza aparência de comunicação oficial

A utilização do nome de instituições conhecidas é uma estratégia comum em golpes digitais. Em ataques de phishing, criminosos tentam convencer a vítima de que a mensagem é legítima para induzi-la a clicar em links, abrir arquivos ou fornecer informações confidenciais.

De acordo com o Ministério das Comunicações, esse tipo de fraude pode ocorrer por e-mail, SMS, aplicativos de mensagens, redes sociais e outros canais. Entre os objetivos estão o roubo de senhas, dados bancários, informações pessoais e códigos de autenticação.

Falsas cobranças estão entre as estratégias utilizadas pelos criminosos. A mensagem pode apresentar boletos, documentos, links para supostos pagamentos ou avisos de pendências com aparência semelhante à comunicação verdadeira da instituição.

Como identificar uma mensagem suspeita

Especialistas em segurança digital recomendam atenção principalmente quando o e-mail apresenta urgência para realizar um pagamento, ameaça de cobrança, suspensão de algum serviço ou solicita informações pessoais.

Outro ponto que deve ser observado é o endereço eletrônico do remetente. Mesmo que o nome exibido pareça ser de uma instituição conhecida, o endereço real utilizado para enviar a mensagem pode revelar que se trata de uma tentativa de fraude.

Também é importante passar o cursor sobre os links antes de clicar, quando possível, para verificar o endereço de destino. Links encurtados, domínios desconhecidos ou endereços que não tenham relação com a instituição devem ser tratados com cautela.

Órgãos públicos já emitiram alertas semelhantes. Em 2025, por exemplo, a Anvisa comunicou uma tentativa de golpe envolvendo falsa cobrança enviada por e-mail e orientou os destinatários a não clicar em links nem realizar pagamentos.

Não abra anexos inesperados

Arquivos anexados também podem representar risco. Documentos que aparentam ser boletos, notificações, contratos ou comprovantes podem ser utilizados para direcionar a vítima a páginas falsas ou instalar programas maliciosos no dispositivo.

O Governo Federal também recomenda que pessoas que recebam mensagens suspeitas não cliquem nos links, não abram arquivos anexados e não realizem pagamentos antes de confirmar a informação por um canal oficial.

O que fazer ao receber o falso e-mail

Quem receber uma mensagem atribuída à Arquidiocese de Maceió deve evitar qualquer interação com o conteúdo.

A recomendação é:

  • não clicar em links;
  • não abrir anexos;
  • não responder ao remetente;
  • não informar CPF, senhas, dados bancários ou códigos de autenticação;
  • não realizar pagamentos;
  • denunciar a mensagem como spam ou phishing;
  • apagar o conteúdo após a denúncia;
  • confirmar qualquer cobrança diretamente com a instituição, utilizando um contato oficial.

Caso a pessoa já tenha clicado em algum link ou fornecido dados, é importante alterar imediatamente as senhas potencialmente expostas e procurar a instituição financeira caso tenha informado dados bancários ou realizado algum pagamento.

Se houver prejuízo financeiro ou fornecimento de informações utilizadas em fraude, a vítima também pode registrar um boletim de ocorrência.

Arquidiocese orienta contato direto com o RH

Em nota, a Arquidiocese de Maceió reforçou que os e-mails não foram enviados pelo setor de Recursos Humanos e pediu que a população desconsidere as cobranças.

A instituição informou ainda que está adotando providências para regularizar a situação relacionada ao endereço eletrônico utilizado nas mensagens.

A orientação principal é que qualquer pessoa que tenha dúvida sobre uma cobrança não utilize os contatos fornecidos no próprio e-mail suspeito. O ideal é buscar os canais oficiais da Arquidiocese e confirmar diretamente com o setor responsável.

O caso serve também como alerta para uma prática cada vez mais comum: criminosos utilizam o nome e a identidade de instituições reais para conferir aparência de legitimidade a mensagens fraudulentas. Por isso, antes de efetuar qualquer pagamento solicitado por e-mail ou WhatsApp, a recomendação é confirmar a cobrança por um canal independente e oficial.

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