Um ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas foi preso na manhã desta terça-feira (4), em Maceió, durante uma operação da Polícia Civil que investiga uma série de estelionatos praticados por meio do chamado “golpe do falso Pix”. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia de Estelionatos, coordenada pela delegada Camila Chacon, que também executaram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava um uniforme semelhante ao do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) para transmitir confiança aos comerciantes e facilitar a aplicação dos golpes. Durante a ação policial, os agentes apreenderam a farda utilizada pelo investigado, além de um simulacro de arma de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, o ex-militar frequentava estabelecimentos comerciais, principalmente armazéns e distribuidoras de bebidas, onde realizava compras e apresentava um comprovante de transferência via Pix.
A aparência de policial, aliada ao comprovante apresentado, fazia com que muitos comerciantes acreditassem que o pagamento havia sido concluído. Em diversos casos, as vítimas entregavam os produtos sem verificar se o valor realmente havia sido creditado na conta bancária.
Somente após algum tempo os comerciantes percebiam que a transferência nunca havia sido efetivada, constatando que haviam sido vítimas de estelionato.
Conforme a delegada Camila Chacon, mais de 30 boletins de ocorrência já foram registrados contra o suspeito, indicando que o esquema vinha sendo repetido em diferentes regiões da capital. As investigações apontam, até o momento, que ele atuava sozinho.
Ainda segundo a investigação, o homem ingressou na Polícia Militar de Alagoas em 2016, mas foi expulso da corporação em 2023.
A exclusão ocorreu após ele ser preso em flagrante no município de Marechal Deodoro, também sob suspeita de envolvimento em golpes. O novo caso reforçou o pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Civil, que foi acolhido pela Justiça.
A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo prossegue para identificar novas vítimas e levantar o prejuízo causado pelos crimes. A orientação é que comerciantes que acreditam ter sido enganados pelo investigado procurem a Delegacia de Estelionatos para registrar boletim de ocorrência e contribuir com as investigações.
As autoridades também reforçam o alerta para que comerciantes sempre confirmem o recebimento do valor diretamente no aplicativo ou extrato bancário antes de entregar mercadorias, independentemente do comprovante apresentado pelo cliente. Essa verificação simples é considerada uma das principais formas de evitar prejuízos em golpes envolvendo transferências via Pix.
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