Uma operação integrada das forças de segurança de Alagoas resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas sintéticas e da chamada “maconha gourmet”. Batizada de Operação Rateio, a ação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (22) e cumpriu oito mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Maceió e Pilar.
A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), por meio da Chefia Geral de Inteligência Integrada (CHEGII) e da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), com apoio de diversas unidades da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversas porções de entorpecentes, entre elas MD (metilenodioximetanfetamina), comprimidos de ecstasy e variedades de cannabis conhecidas popularmente como “maconha gourmet”, além de materiais que devem auxiliar na continuidade das investigações.
Segundo a SSP, as investigações apontaram que o grupo atuava de forma organizada na comercialização de drogas de alto valor agregado, voltadas principalmente ao público consumidor de festas e eventos. As provas reunidas ao longo da investigação permitiram que a 17ª Vara Criminal da Capital autorizasse a expedição dos mandados judiciais.
O nome Operação Rateio faz referência ao principal método utilizado pelos investigados para comercializar os entorpecentes.
De acordo com a polícia, os suspeitos criavam grupos em aplicativos de mensagens e redes sociais, onde reuniam diversos consumidores interessados na compra coletiva das drogas. Quanto maior o número de participantes, menor era o valor pago individualmente, estratégia semelhante a um sistema de compras compartilhadas.
As vendas eram anunciadas em janelas curtas de tempo, incentivando a rápida adesão dos usuários e dificultando a atuação policial.
Grande aparato policial
A operação contou com a participação de equipes especializadas do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), BPTran, Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Batalhão de Choque, BOPE, Regimento de Polícia Montada (RPMon), além de agentes da DRACCO e da Polícia Civil.
Segundo a SSP, a atuação integrada entre inteligência, investigação e policiamento ostensivo tem sido uma das principais estratégias para enfraquecer organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas em Alagoas. Nos últimos meses, outras operações coordenadas pela pasta também resultaram na apreensão de grandes quantidades de entorpecentes e no cumprimento de mandados contra grupos criminosos em diferentes regiões do estado.
O que é a “maconha gourmet”?
A chamada “maconha gourmet” não representa uma classificação oficial, mas um termo popular utilizado para identificar variedades de cannabis produzidas em ambientes controlados, geralmente com técnicas de cultivo que elevam a concentração de THC, principal substância psicoativa da planta.
Em Alagoas, a Polícia Civil já desarticulou, neste ano, laboratórios clandestinos voltados ao cultivo de maconha de alta potência e à produção de derivados como haxixe, demonstrando uma mudança no perfil de parte do tráfico, que tem investido em drogas sintéticas e produtos de maior valor comercial.
As investigações da Operação Rateio continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e a origem dos entorpecentes distribuídos pelo grupo.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública reforça que a população pode colaborar com o combate ao crime por meio do Disque Denúncia 181, serviço gratuito que garante o anonimato do denunciante.

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