Um passageiro do cruzeiro Rhapsody of the Seas, da Royal Caribbean, protagonizou uma fuga inusitada ao se jogar no mar em Porto Rico para tentar escapar de uma dívida de mais de US$ 16 mil em jogos de cassino. O caso agora é tratado como crime federal pelas autoridades dos Estados Unidos.
A tentativa desesperada de evitar uma dívida milionária terminou em acusação criminal para Jey Gonzalez-Diaz, passageiro de um navio da Royal Caribbean. No último domingo (8), por volta das 9h15, enquanto o Rhapsody of the Seas passava por inspeção alfandegária no porto de San Juan, em Porto Rico, o homem se lançou ao mar numa aparente tentativa de fuga.
Gonzalez-Diaz havia embarcado no cruzeiro no final de agosto e acumulou uma dívida de US$ 16.710,24 (cerca de R$ 90 mil), majoritariamente associada a jogos de cassino a bordo, segundo documentos do Tribunal Distrital dos EUA. Ele foi resgatado por uma pessoa em um jet ski e levado até a costa, onde tentou continuar a fuga por terra.
Agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) o localizaram pouco tempo depois nas proximidades do Capitólio de Porto Rico. Com ele, foram encontrados US$ 14.600 em espécie, dois celulares e cinco documentos de identidade diferentes. Questionado pelas autoridades, Gonzalez-Diaz afirmou, em espanhol, que pulou do navio porque não queria declarar o dinheiro, com receio de ser tributado.
O caso se complicou ainda mais quando surgiu a informação de que o nome completo fornecido por ele — Jeremy Omar Gonzalez-Diaz — corresponde ao de uma pessoa já sob custódia no Centro de Detenção Metropolitano de Guaynabo desde janeiro. Ao ser confrontado, o acusado disse que se tratava de seu irmão. Ainda segundo os autos, ao ser pressionado sobre sua verdadeira identidade, ele teria respondido de forma irônica: “Se vocês fossem bons no que fazem, saberiam disso.”
A Royal Caribbean confirmou às autoridades que o passageiro utilizava diferentes nomes a bordo do navio. Após audiência, ele foi libertado sob fiança, mas responderá ao processo na Justiça federal dos EUA. Se condenado, pode enfrentar até cinco anos de prisão e uma multa de até US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,35 milhão).
Até o momento, não há informações sobre quem será responsável por sua defesa no tribunal.

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