O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (5) que caças venezuelanos poderão ser abatidos caso ameacem navios de guerra norte-americanos que operam no Caribe. A declaração amplia a tensão diplomática e militar entre Washington e Caracas.
A fala de Trump ocorreu um dia após dois caças venezuelanos sobrevoarem o destróier USS Jason Dunham, mobilizado em operações contra o tráfico de drogas na região. O Departamento de Defesa dos EUA classificou a ação como “altamente provocativa” e uma tentativa de demonstração de força por parte da Venezuela.
Questionado sobre o episódio, Trump disse que foi informado do sobrevoo e que a Venezuela enfrentará “problemas” se repetir a manobra. Em resposta a um repórter sobre o que consideraria uma ameaça, o presidente foi evasivo: “Não quero falar sobre isso. Mas digo o seguinte: se nos colocarem em uma posição perigosa, serão abatidos”.
Em seu discurso, o republicano também se dirigiu ao general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, autorizando que ele e os comandantes decidam a reação em caso de aproximações consideradas hostis.
Apesar do tom beligerante, Trump negou que esteja em curso qualquer discussão sobre mudança de regime na Venezuela. Ainda assim, voltou a criticar a reeleição de Nicolás Maduro, chamando-a de “estranha”, além de acusar o país vizinho de enviar drogas e criminosos para os EUA.
Horas após o incidente, o Pentágono anunciou o deslocamento de dez caças F-35 para Porto Rico, em apoio às operações de combate ao narcotráfico no Caribe. Segundo fontes americanas citadas pela agência Reuters, a medida tem o objetivo de reforçar a presença militar e dissuadir novas provocações.
O governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre as declarações de Trump nem sobre o envio dos caças norte-americanos para a região.

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