Um ataque aéreo israelense contra a capital do Iêmen, Sanaa, matou Ahmed al-Rahawi, primeiro-ministro do governo Houthi, além de outros ministros, em ação realizada na quinta-feira (28) e confirmada neste sábado (30).
De acordo com informações oficiais, a operação foi planejada a partir de dados de inteligência que identificaram uma reunião da alta liderança do grupo rebelde, que desde 2014 controla o norte do Iêmen. O bombardeio, que destruiu parte do núcleo político Houthi, foi considerado um golpe estratégico por Israel, em resposta aos recentes ataques com mísseis e drones contra seu território e contra embarcações no Mar Vermelho.
A ofensiva ganhou repercussão simbólica e política, já que atinge diretamente uma facção apoiada pelo Irã e hostil aos Estados Unidos e a Israel. Um dia antes do ataque, os houthis haviam assumido a autoria de um míssil lançado contra Israel, posteriormente interceptado.
Após a confirmação da morte de al-Rahawi, os houthis declararam que “o sangue dos mártires é combustível para continuar o caminho da resistência” e prometeram novos ataques contra Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, respondeu em discurso afirmando que o regime rebelde “está pagando e continuará pagando um preço muito alto por sua agressão”.
Especialistas alertam que a escalada ameaça aprofundar a instabilidade na região, especialmente no eixo Irã–Hezbollah–Hamas, e pode dificultar ainda mais tentativas de negociação de paz no Iêmen. Enquanto isso, a população iemenita continua sofrendo com a destruição de infraestrutura civil e uma crise humanitária prolongada, agora agravada pelo recrudescimento do conflito.

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