O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (29) uma recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A medida faz parte de uma ofensiva contra o narcotráfico na América Latina.
A ação foi divulgada pela DEA (Agência Antidrogas dos EUA) e representa uma das maiores recompensas já oferecidas pelo governo americano contra um chefe de Estado. Nicolás Maduro é acusado de chefiar o chamado “Cartel de Los Soles”, organização descrita pelas autoridades dos EUA como um grupo narcoterrorista transnacional envolvido no tráfico de toneladas de cocaína para a América Central e os Estados Unidos.
De acordo com a promotoria norte-americana, o cartel teria envolvimento direto com as Forças Armadas venezuelanas, além de conexões com guerrilhas colombianas como as dissidências das FARC, às quais supostamente fornecia armas em troca de apoio logístico e proteção às rotas de droga.
Além de Maduro, outros integrantes do alto escalão do governo de Caracas também são alvos de mandados e investigações. Entre eles estão Diosdado Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional e considerado o número dois do regime, e o atual ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.
As acusações integram uma estratégia mais ampla de Washington para desarticular o tráfico de drogas na região, um problema crescente que, segundo os americanos, vem sendo facilitado pela conivência ou participação direta de setores do governo venezuelano.
Maduro nega as acusações e classifica a ofensiva como parte de uma “guerra política e econômica” promovida pelos EUA para desestabilizar seu governo. Apesar das sanções e denúncias internacionais, o presidente mantém apoio das Forças Armadas e de aliados como Rússia, China e Irã.
Especialistas apontam que, embora a recompensa por Maduro possa ter pouco efeito prático imediato, ela eleva o tom das tensões diplomáticas e aumenta a pressão sobre o regime chavista em meio a um cenário eleitoral e humanitário cada vez mais instável na Venezuela.

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