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Terremoto deixa 41 mortos e quase 500 feridos nas Filipinas

Tremor de magnitude 7,8 atingiu o sul do país, provocou desabamentos, deslizamentos de terra e obrigou hospitais a atenderem pacientes ao ar livre em meio aos tremores secundários

FOTO: FERDINANDH CABRERA / AFP

Um forte terremoto atingiu o sul das Filipinas e deixou pelo menos 41 mortos e 479 feridos, além de milhares de pessoas desabrigadas. O tremor, de magnitude 7,8, ocorreu na manhã de segunda-feira, nas proximidades da ilha de Mindanao, uma das regiões mais populosas do país e também uma das mais vulneráveis a abalos sísmicos.

O epicentro foi registrado no mar, próximo à província de Sarangani, a uma profundidade aproximada de 33 a 35 quilômetros. A força do terremoto foi sentida em várias áreas de Mindanao e provocou cenas de pânico em cidades como General Santos, uma das mais afetadas pela tragédia. Prédios comerciais desabaram, ruas ficaram cobertas por escombros, postes caíram e unidades de saúde precisaram ser esvaziadas por risco estrutural.

Segundo informações divulgadas por fontes provinciais, o número de mortos subiu de 35 para 41 nesta terça-feira. Já os levantamentos oficiais citados pela imprensa internacional apontam quase 500 pessoas feridas, muitas delas atingidas por desabamentos, queda de objetos, deslizamentos de terra e danos em estruturas públicas e privadas.

Em Glan, município da província de Sarangani, um deslizamento de terra soterrou casas e deixou várias vítimas. A situação se agravou porque algumas comunidades atingidas ficam em áreas de difícil acesso, o que obrigou equipes de resgate a utilizarem helicópteros para chegar aos pontos mais isolados.

Hospitais também foram diretamente impactados. Com estruturas danificadas e o medo de novos tremores, pacientes passaram a ser atendidos do lado de fora, em tendas e áreas improvisadas. Em General Santos, uma mulher chegou a dar à luz ao ar livre, em meio ao trabalho emergencial das equipes médicas e ao clima de tensão que tomou conta da região.

O terremoto também provocou alertas de tsunami em países da região, incluindo Filipinas e Indonésia. Embora os alertas tenham sido posteriormente retirados, ondas foram registradas em algumas áreas costeiras, reforçando o temor da população que vive próxima ao mar.

As autoridades filipinas seguem em operação de busca e resgate. Em General Santos, equipes trabalharam sobre pilhas de concreto, ferragens retorcidas e partes de prédios destruídos na tentativa de localizar pessoas desaparecidas. Cães farejadores também foram usados nas buscas, enquanto equipes da Guarda Costeira patrulhavam áreas próximas em busca de desaparecidos.

O desastre ocorreu em uma região conhecida pela intensa atividade sísmica. As Filipinas estão localizadas no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma área marcada pelo encontro de placas tectônicas, vulcões ativos e terremotos frequentes. Segundo especialistas, o abalo foi provocado por movimentações geológicas ligadas à região submarina próxima a Sarangani, onde há intensa atividade tectônica.

Além das mortes e dos feridos, o terremoto deixou milhares de pessoas fora de casa. Moradores passaram a noite em abrigos, tendas e áreas abertas, com receio de retornar a imóveis rachados ou parcialmente destruídos. As aulas foram suspensas em áreas atingidas, enquanto equipes técnicas avaliam escolas, hospitais, pontes, estradas e prédios públicos.

O governo filipino mobilizou equipes de defesa civil, saúde, segurança e assistência social para acelerar o atendimento às vítimas. Alimentos, materiais de emergência e apoio médico estão sendo enviados às comunidades afetadas, enquanto as autoridades alertam que o número de vítimas ainda pode mudar conforme as buscas avançam.

O terremoto reacende o alerta para a vulnerabilidade das Filipinas diante de desastres naturais. O país, formado por milhares de ilhas, enfrenta com frequência terremotos, tufões, enchentes e erupções vulcânicas. Desta vez, o impacto foi sentido de forma dramática no sul do arquipélago, onde famílias inteiras perderam casas, parentes e a sensação de segurança em poucos segundos.

Mais do que um abalo de grandes proporções, a tragédia expôs novamente o desafio de viver em uma das regiões mais instáveis do planeta do ponto de vista geológico. Enquanto os tremores secundários continuam, equipes de resgate seguem trabalhando contra o tempo, e milhares de moradores tentam recomeçar em meio aos escombros.

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