Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região costeira da ilha de Flores, no leste da Indonésia, na manhã deste sábado (15), pelo horário local. O tremor provocou mortes, destruição de imóveis, deslizamentos de terra e interrupções em estradas e sistemas de comunicação.
De acordo com as informações mais recentes divulgadas pelas autoridades indonésias, pelo menos 47 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Cerca de 2 mil moradores precisaram deixar suas casas em áreas consideradas de risco.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o terremoto às 21h58 UTC de sexta-feira (14), com epicentro localizado a aproximadamente 68 quilômetros ao norte-noroeste de Ende, na província de Nusa Tenggara Oriental. O tremor ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade, característica que contribuiu para a intensidade dos impactos na superfície.
Alerta de tsunami foi emitido após o tremor
Por se tratar de um terremoto forte, ocorrido no mar e em baixa profundidade, as autoridades indonésias emitiram um alerta de tsunami para áreas costeiras próximas.
A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG) registrou alterações no nível do mar em diferentes pontos. Em Maurole, na região de Ende, foi registrada uma elevação de aproximadamente 0,94 metro. Outros locais também apresentaram ondas menores.
O alerta foi posteriormente retirado depois que o monitoramento indicou que não havia ameaça de um tsunami de grandes proporções. Ainda assim, moradores de regiões costeiras foram orientados a permanecer atentos aos riscos provocados por novos tremores.
Casas, escolas e prédios foram danificados
O terremoto provocou danos significativos principalmente em comunidades próximas ao epicentro.
Segundo as autoridades, 157 residências foram destruídas ou colapsaram, enquanto quase outras 200 sofreram algum tipo de dano. Mais de 100 estruturas públicas, incluindo escolas e igrejas, também foram afetadas.
Em Maumere, uma das cidades atingidas, imagens registraram o desabamento parcial da estrutura de uma área do porto durante o tremor.
Hospitais também precisaram adotar medidas emergenciais, com pacientes sendo retirados de algumas estruturas por causa dos danos provocados pelo abalo.
Deslizamentos dificultam chegada dos socorristas
Um dos principais obstáculos enfrentados pelas equipes de emergência são os deslizamentos de terra, que bloquearam estradas e dificultaram o acesso a comunidades isoladas.
A rodovia Trans-Flores, uma das principais vias da região, sofreu interrupções em determinados trechos. Em algumas localidades, equipes de resgate precisaram utilizar embarcações para conseguir chegar até moradores afetados.
A falta de energia elétrica e os problemas de comunicação também dificultaram o levantamento completo dos danos.
As equipes de emergência continuam procurando possíveis vítimas entre os escombros e levando atendimento médico e assistência aos moradores que precisaram deixar suas casas.
Mais de 235 tremores secundários foram registrados
Após o terremoto principal, a região continuou registrando intensa atividade sísmica.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, mais de 235 tremores secundários foram registrados posteriormente. Entre eles, houve um abalo de magnitude 6,1.
A sequência de réplicas aumenta a preocupação com novos deslizamentos e com a segurança de estruturas que já foram danificadas pelo primeiro terremoto.
Indonésia está no chamado Círculo de Fogo do Pacífico
A Indonésia é uma das regiões do planeta mais expostas a terremotos e atividade vulcânica. O país está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, área marcada pelo encontro e movimentação de diferentes placas tectônicas.
A localização geológica faz com que terremotos de grande intensidade ocorram com relativa frequência no arquipélago.
O país também possui um histórico de grandes tragédias provocadas por terremotos e tsunamis. Em 2004, um terremoto de magnitude 9,1 no Oceano Índico desencadeou um tsunami que atingiu diversos países e provocou centenas de milhares de mortes na região.
Resgate continua nas áreas mais afetadas
Com o número de vítimas ainda sujeito a atualização, as autoridades seguem concentrando esforços na busca por sobreviventes, atendimento aos feridos e retirada de moradores de áreas consideradas perigosas.
A prioridade neste momento é alcançar comunidades isoladas, liberar as estradas bloqueadas e avaliar a segurança de prédios e outras estruturas atingidas pelo terremoto.
O desastre também mantém as autoridades em alerta para possíveis novos tremores e alterações no nível do mar.

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