quarta-feira , 10 junho 2026
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“Serial killer de Maceió”, acusado de múltiplos assassinatos, volta ao banco dos réus

Crime ocorreu em agosto de 2024, quando a vítima, de 17 anos, foi perseguida e morta a tiros após tentar se refugiar de seu agressor.

Foto: Arquivo/Ascom MPAL

Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, será julgado nesta quinta-feira (31) pelo assassinato da adolescente Ana Clara Santos Lima, morta a tiros no bairro Vergel do Lago, em agosto de 2024. O júri está marcado para começar às 8h, no Fórum da Capital, sob condução do juiz Yulli Roter, da 7ª Vara Criminal.

O crime que levou Albino de volta ao banco dos réus chocou moradores da região e acendeu o alerta das autoridades locais. De acordo com os autos do processo, Ana Clara, de 17 anos, voltava para casa quando percebeu estar sendo seguida pelo acusado. Em uma tentativa desesperada de escapar, buscou abrigo em um imóvel vizinho, mas foi alcançada por Albino, que invadiu o local e atirou contra a jovem.

A investigação ganhou novos contornos após a polícia identificar semelhanças entre o caso de Ana Clara e um crime anterior, também envolvendo uma vítima do sexo feminino e abordagem semelhante. A partir da conexão entre os casos, a polícia passou a tratar os episódios de forma integrada, o que culminou na identificação e prisão de Albino Santos.

Durante o inquérito, o réu confessou o homicídio. Em seu depoimento, afirmou ouvir vozes e alegou sofrer de distúrbios mentais. Com base nesse relato, a defesa solicitou a impronúncia do acusado, argumentando que ele seria inimputável — ou seja, incapaz de responder criminalmente por seus atos.

No entanto, após análise dos elementos do processo e laudos técnicos, a Justiça considerou que Albino está apto a ser julgado e o pronunciou por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio — quando o crime é motivado por condição de gênero.

O caso reacende discussões sobre a segurança de mulheres em espaços públicos e sobre a atuação de criminosos em série em contextos urbanos. O julgamento desta quinta-feira é acompanhado com atenção por familiares da vítima e movimentos de direitos humanos.

Caso condenado, Albino Santos poderá pegar pena superior a 30 anos de prisão.

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