quarta-feira , 10 junho 2026
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Operação da PF investiga quadrilha que usava procurações falsas para sacar precatórios

Com apoio da Caixa Econômica, PF avança nas investigações sobre esquema que utilizava documentos falsificados para desviar valores milionários de precatórios judiciais.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), a segunda fase da Operação Predatorius, que investiga um esquema de fraudes em saques de precatórios judiciais nos estados de São Paulo e no Distrito Federal. Dois suspeitos foram presos e houve o bloqueio judicial de R$ 57 milhões em bens.

A nova etapa da investigação revelou que o grupo criminoso usava procurações públicas falsificadas para se passar por representantes legítimos dos beneficiários e, assim, realizar o levantamento ilegal de valores milionários pagos em decisões judiciais.

Segundo a Polícia Federal, os cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva foram cumpridos simultaneamente no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens foram expedidas com base nas provas colhidas desde a primeira fase da operação, iniciada após uma comunicação da equipe de segurança da Caixa Econômica Federal.

Foi justamente em uma agência da Caixa que, ainda em 2024, um advogado e um suposto sacador foram presos em flagrante ao tentarem retirar um precatório de R$ 57 milhões utilizando uma procuração forjada. A tentativa malsucedida serviu de ponto de partida para o aprofundamento das investigações que, agora, miram o restante da quadrilha.

Além da fraude com precatórios, a PF também investiga conexões com outra organização criminosa desarticulada recentemente, acusada de envolvimento em empréstimos fraudulentos e desvio de recursos de programas sociais. Nessa outra ação, os prejuízos foram estimados em R$ 110 milhões. O grupo utilizava mais de 300 empresas de fachada e contava com a participação de funcionários de instituições financeiras, incluindo ao menos seis bancários da Caixa.

A Caixa Econômica Federal, por meio de nota, informou que atua de forma permanente para detectar e impedir fraudes no sistema bancário e reafirmou que colabora ativamente com as autoridades policiais em todas as etapas da apuração.

A Operação Predatorius segue em andamento, e a PF não descarta novas fases, inclusive com o indiciamento de outros envolvidos. O caso levanta alerta sobre a segurança na liberação de valores judiciais e a necessidade de revisão nos processos de autenticação de documentos em cartórios.

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