quarta-feira , 10 junho 2026
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Obras paradas em postos de saúde de Maceió deixam pacientes em corredores e salas improvisadas

Pacientes relatam consultas em áreas externas, rodízio de médicos e falta de prazos definidos para conclusão dos serviços.

Foto: Reprodução

As reformas em duas unidades de saúde de Maceió — Djalma Loureiro, no Clima Bom, e São José, no Canaã — estão longe de melhorar a estrutura oferecida aos moradores. Em vez disso, os atrasos e a falta de informações oficiais têm levado pacientes e profissionais a enfrentarem improvisos e dificuldades no dia a dia.

Na UBS Dr. Djalma Loureiro, no Clima Bom, quem procura atendimento encontra médicos consultando em um corredor improvisado na parte externa do posto. Moradores relatam que a obra, iniciada em dezembro de 2024, foi interrompida sem previsão de retomada.

“A gente se sente até constrangido pela doutora ter que atender pacientes na parte externa. Não tem um ambiente adequado para a consulta. É desrespeitoso”, desabafou José de Deus, morador da região.

A rotina também se complica para os profissionais. Segundo pacientes, médicos precisam aguardar horas até que colegas desocupem as salas, em um rodízio forçado pela falta de espaço. “Tem médico que chega e só consegue atender depois de duas, três horas”, contou dona Maria das Graças, que também criticou a ausência de placas com prazos ou valores da obra.

Situação semelhante é registrada na USF São José, no Canaã. O espaço reduzido obriga três equipes a dividirem duas salas. Moradores dizem que as obras se arrastam há cerca de cinco meses, sem avanço visível.

“Eles [profissionais] fazem o que podem, mas quando não dá, a gente tem que ir para o posto do Ouro Preto. Só que lá já tem uma demanda grande”, relatou Lindalva de Oliveira.

O que diz a SMS

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que as obras foram suspensas temporariamente porque, durante a execução, foi constatada a necessidade de mais reparos do que os previstos no projeto original. A pasta disse ainda que será preciso readequar custos e refazer parte do planejamento.

A SMS reforçou que os atendimentos seguem sendo prestados nos espaços disponíveis, tanto de forma ambulatorial quanto domiciliar, e afirmou manter o compromisso com a assistência à população.

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