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Gabinete Civil de Alagoas pagou R$ 5 milhões à Propag durante gestão Paulo Dantas

Portal da Transparência registra despesas com passagens, hospedagens e pagamentos classificados como exercícios anteriores entre 2023 e setembro de 2026

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O Gabinete Civil do Governo de Alagoas pagou R$ 5,02 milhões à Propag Turismo entre 1º de janeiro de 2023 e 20 de setembro de 2026, período que corresponde à atual gestão do governador Paulo Dantas (MDB). Os dados constam no Portal da Transparência do Estado.

No mesmo intervalo, o órgão empenhou R$ 6,49 milhões e liquidou R$ 5,69 milhões em despesas destinadas à empresa. Considerando os valores efetivamente pagos, o Gabinete Civil aparece como o terceiro órgão estadual que mais repassou recursos à Propag no período analisado, atrás do Fundo Estadual de Saúde e da Secretaria de Estado da Educação.

A Propag Turismo é uma empresa do setor de agenciamento de viagens. Documentos publicados no Diário Oficial de Alagoas mostram que o Gabinete Civil autorizou, em diferentes momentos, pagamentos à empresa por serviços de passagens aéreas e hospedagens vinculados ao contrato nº 005/2022.

Passagens internacionais somam mais de R$ 630 mil

Entre os registros disponíveis no Portal da Transparência estão despesas relacionadas a viagens internacionais.

Uma das classificações aponta R$ 495,1 mil em pagamentos de passagens internacionais vinculadas à Região Metropolitana. Outro registro indica R$ 137,2 mil em bilhetes para o exterior destinados a todo o estado.

Somadas, as duas categorias representam aproximadamente R$ 632,3 mil em pagamentos relacionados a passagens internacionais.

Também aparecem despesas com hospedagem. Um dos registros aponta R$ 1,02 milhão nessa categoria para a Região Metropolitana, enquanto outro apresenta R$ 280,4 mil em hospedagens classificadas para todo o estado.

Despesas de exercícios anteriores

Parte significativa dos registros corresponde a despesas classificadas como DEA — Despesas de Exercícios Anteriores.

Entre os valores apresentados estão R$ 903,5 mil relacionados à categoria “locação de bens imóveis DEA” e R$ 607,4 mil classificados como “locação de veículos DEA”.

A classificação DEA é utilizada para registrar o pagamento de uma obrigação referente a exercício financeiro anterior. O enquadramento, isoladamente, não significa que a despesa seja irregular nem informa qual foi a circunstância que levou ao pagamento em período posterior.

No Diário Oficial, há registros de autorizações de pagamento à Propag vinculados a serviços prestados anteriormente e ao contrato mantido com o Gabinete Civil. Em abril de 2026, por exemplo, foi autorizado pagamento referente a serviços de hospedagem prestados à administração estadual.

Mais de R$ 1 milhão empenhado em 2026

Entre 1º de janeiro e 13 de setembro de 2026, o Gabinete Civil empenhou, liquidou e pagou aproximadamente R$ 1,004 milhão à Propag, segundo os dados apresentados no levantamento.

Desse total, R$ 91,3 mil foram classificados como passagens nacionais e R$ 75,3 mil como hospedagens.

A maior parcela, R$ 837,7 mil, aparece registrada como locação de bens imóveis de exercícios anteriores.

Os dados de 2026, portanto, incluem tanto despesas relacionadas a serviços correntes, como passagens e hospedagens, quanto pagamentos classificados como obrigações de exercícios anteriores.

Registros oficiais mostram pagamentos desde 2023

A relação entre o Gabinete Civil e a Propag aparece em documentos oficiais publicados ao longo dos últimos anos.

Em março de 2023, por exemplo, o Diário Oficial registrou autorização para pagamento à empresa pelo fornecimento de passagem aérea, com base no contrato celebrado pela administração estadual.

Em junho do mesmo ano, outros despachos autorizaram pagamentos por serviços de hospedagem e passagens aéreas relacionados ao contrato nº 005/2022.

Em 2024, documentos oficiais continuaram registrando pagamentos à empresa por hospedagens e passagens aéreas.

Os registros confirmam a existência das despesas e dos pagamentos, mas os valores, isoladamente, não permitem concluir pela existência de irregularidade. Para uma avaliação desse tipo, seria necessário analisar contratos, notas fiscais, empenhos, ordens de pagamento e a efetiva prestação dos serviços.

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