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Filhote de baleia-jubarte é encontrado morto em praia do litoral sul de Alagoas

Este é o segundo encalhe registrado em Piaçabuçu apenas neste mês, fato considerado raro por especialistas.

Foto: reprodução

Um filhote de baleia-jubarte foi encontrado morto e encalhado na manhã desta sexta-feira (22), na praia de Piaçabuçu, no litoral sul de Alagoas. O animal, de cerca de 5 metros, apresentava ferimentos compatíveis com mordidas de tubarão.

O litoral de Alagoas registrou, nesta sexta-feira (22), mais um caso de encalhe de baleia-jubarte. Um pescador local encontrou, na praia de Piaçabuçu, a carcaça de um filhote macho da espécie Megaptera novaeangliae, medindo aproximadamente 5 metros de comprimento. O corpo do animal apresentava marcas de mordidas na cauda, sinalizando que a morte pode ter ocorrido ainda em alto-mar.

As correntes marítimas provavelmente arrastaram o corpo até a faixa de areia, segundo avaliação inicial das autoridades ambientais. O episódio chamou a atenção de técnicos e pesquisadores, especialmente por ser o segundo caso de encalhe no município neste mês — algo incomum, segundo Mário Macedo, chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu.

“É um evento atípico, que chama a atenção para a rota desses animais na nossa região. Precisamos entender melhor o que pode estar influenciando esses encalhes”, afirmou Macedo.

O Instituto Biota de Conservação foi acionado para fazer a avaliação da carcaça e conduzir o protocolo de manejo. O procedimento inclui o enterro do animal em local seguro e apropriado, a fim de evitar contaminação do solo ou proliferação de agentes patogênicos.

Durante o inverno, baleias-jubarte migram de regiões frias do Atlântico Sul para águas tropicais, como as do litoral nordestino, onde se reproduzem e cuidam dos filhotes. A presença da espécie é comum nesse período, mas a morte de um exemplar jovem gera preocupação entre os especialistas.

“A morte de um filhote é sempre um indicativo de atenção. Pode apontar fatores naturais, como predação, mas também reflexos de impactos humanos, como poluição e colisões com embarcações”, explicou uma bióloga do Instituto Biota.

As autoridades seguem monitorando a região e reforçam a importância da colaboração da população em casos de avistamento de animais encalhados, vivos ou mortos, para que os órgãos competentes sejam acionados rapidamente.

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