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Estudantes descobrem vestígios da Roma Antiga sob escola durante ocupação estudantil

Achado arqueológico revela residência romana de quase dois mil anos e reforça importância histórica da região central da capital italiana

Foto: Cantieri Narranti

Uma descoberta inesperada transformou uma escola de ensino médio de Roma em um importante ponto de interesse arqueológico. Durante uma ocupação estudantil realizada no tradicional Liceo Cavour, alunos identificaram vestígios subterrâneos que levaram especialistas a encontrar estruturas pertencentes a uma antiga residência romana datada do século II d.C., período de grande expansão do Império Romano.

As escavações realizadas no local revelaram ambientes preservados de uma antiga domus — nome dado às residências urbanas das famílias mais abastadas da Roma Antiga. Entre os elementos encontrados estão pinturas decorativas, fragmentos arquitetônicos e objetos considerados raros, evidenciando um nível de conservação pouco comum para uma área tão central da cidade.

O Liceo Cavour está situado em uma região historicamente relevante da capital italiana, entre os bairros de Carinae e Esquilino, áreas que durante a Antiguidade concentravam residências de importantes figuras políticas e membros da elite romana.

Um dos achados mais significativos foi uma fístula de chumbo utilizada no sistema hidráulico da época. O artefato continha uma inscrição que permitiu identificar os antigos proprietários da residência, pertencentes à gens Umbrius, uma influente família romana. A descoberta fornece novas pistas sobre a ocupação da área e sobre a organização social da cidade durante o auge do Império.

Especialistas destacam que a presença da família Umbrius reforça a relevância histórica do local. A região foi habitada ao longo dos séculos por personalidades marcantes da história romana, incluindo o estadista Cícero, o general Pompeu e o futuro imperador Otaviano Augusto.

Após a comunicação da descoberta às autoridades responsáveis pelo patrimônio histórico, foi elaborado um projeto de intervenção arqueológica para ampliar as pesquisas no terreno. O plano prevê a remoção de áreas aterradas que ainda escondem estruturas e elementos decorativos, além da modernização dos sistemas de preservação e monitoramento do sítio.

De acordo com o cronograma divulgado, as obras devem começar em setembro de 2025 e seguir até 2026. A expectativa é transformar o espaço em um centro de difusão cultural e educacional, permitindo que estudantes, pesquisadores e visitantes tenham acesso a parte da história preservada sob a escola.

A descoberta demonstra que Roma continua revelando tesouros de seu passado milenar. Mesmo em áreas amplamente urbanizadas e estudadas, novos vestígios arqueológicos seguem surgindo, ampliando o conhecimento sobre a vida cotidiana e a organização da sociedade romana há quase dois mil anos.

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