Com uma trajetória que começou na televisão e se consolidou no gospel, Priscilla agora abraça de vez a música pop em sua fase mais ousada. Neste sábado (13), ela sobe ao palco The One, no The Town, para apresentar o repertório de seu álbum mais recente, marcado por beats dançantes, visual arrojado e parcerias de peso.
Conhecida por muitos como a ex-apresentadora do Bom Dia & Cia, Priscilla — agora sem o sobrenome Alcântara — deixou para trás a imagem de cantora gospel mirim para assumir uma identidade artística mais plural e provocativa. A artista de 29 anos se apresenta neste sábado (13), às 17h, no palco The One, do festival The Town, em São Paulo.
O show marca o ápice de uma transformação que começou há mais de uma década. Depois de deixar a TV em 2013, Priscilla passou a investir na música, com foco inicial no gospel. Seu primeiro sucesso expressivo foi “Espírito Santo”, em 2015, mas a virada veio mesmo com o álbum Gente (2018), quando incorporou elementos de R&B e eletrônica, começando a expandir seu alcance além do nicho religioso.
Mesmo ainda cantando sobre espiritualidade, a artista começou a ser alvo de críticas de parte do público cristão, que via nas novas letras e sonoridades um distanciamento das raízes gospel. Em resposta, Priscilla passou a questionar o rótulo: “Minha arte vai muito além”, disse em entrevista ao g1 em 2019.
Com o álbum Você Aprendeu a Amar? (2021), ela abordou temas como romance, desilusão e fé em conflito com a hipocrisia religiosa. “Eu sou crente, mas eu também sou gente”, declarou na época, defendendo o direito de cantar sobre experiências humanas sem abrir mão de suas crenças pessoais.
A maior guinada veio em 2023, quando ela adotou apenas o primeiro nome, tingiu os cabelos de vermelho, tatuou o corpo e apostou em visuais e performances mais sensuais. O álbum Priscilla (2024) sacramenta essa nova fase, com faixas que transitam pelo funk, trap e pop, além de parcerias com artistas como Pabllo Vittar, Bonde do Tigrão e Péricles.
Apesar de críticas vindas de alas mais conservadoras, a cantora reforça que continua firme em sua espiritualidade, mas distante do que chama de fanatismo. “Não me desviei de Deus. Me desviei do fanatismo religioso”, disse em entrevistas recentes.
No setlist do The Town, Priscilla deve trazer hits dessa nova fase, como “Quer Dançar”, “Unicórnios”, e os sucessos “Sobrevivi” e “Girassol” — essa última, parceria com Emicida.
A apresentação promete celebrar sua liberdade artística, deixando claro que, para Priscilla, fé e pop podem coexistir — mesmo que fora dos moldes tradicionais.

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