Estudantes com parcelas em atraso no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão aderir, a partir desta quarta-feira (13), à nova etapa do programa Desenrola Fies, iniciativa do governo federal que prevê descontos de até 99% para renegociação de dívidas. O prazo para adesão segue até 31 de dezembro de 2026.
A medida deve beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos firmados até 2017 e em fase de amortização até 4 de maio deste ano. As regras foram oficializadas pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Resolução nº 66/2026, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12).
As negociações poderão ser realizadas diretamente pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, responsáveis pelos contratos do financiamento.
De acordo com o MEC, as condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de inadimplência. Para débitos vencidos há mais de 90 dias, será possível quitar a dívida à vista com desconto total de encargos e redução de até 12% no valor principal ou parcelar em até 150 vezes, com abatimento de juros e multas.
Já os estudantes com atraso superior a 360 dias poderão obter descontos ainda maiores. Beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico), com dados atualizados nos últimos 24 meses, terão direito a abatimento de até 92% do valor consolidado da dívida. Para inscritos no CadÚnico com atraso superior a cinco anos, o desconto poderá chegar a 99%.
Os estudantes que não fazem parte do CadÚnico poderão renegociar os débitos com descontos de até 77%, conforme as condições estabelecidas pelo programa.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que o programa busca facilitar a regularização financeira dos estudantes e ampliar o acesso às condições especiais de pagamento.
O processo de adesão será realizado de forma totalmente digital. O estudante deverá acessar o aplicativo ou portal do banco responsável pelo contrato, selecionar a opção de renegociação, validar os termos do acordo e efetuar o pagamento da entrada para concluir a adesão.
Criado em 2001, o Fies financia cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior avaliadas positivamente pelo Ministério da Educação. Desde 2018, o programa passou a oferecer juros zero para estudantes de baixa renda.

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