segunda-feira , 12 outubro 2026
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Brasileira é presa em Bali com cocaína líquida escondida em frascos de shampoo

Mulher de 36 anos foi detida após desembarcar na Indonésia com cerca de quatro quilos da droga; se condenada, poderá enfrentar prisão perpétua

Foto: Unsplash/Sebastian Pena Lambarri

Uma brasileira de 36 anos foi presa em Bali, na Indonésia, suspeita de transportar cerca de quatro quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de produtos de higiene pessoal. A mulher foi detida na semana passada, pouco depois de desembarcar na ilha em um voo procedente do Brasil, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais na segunda-feira (12).

Durante a fiscalização da bagagem, agentes da alfândega encontraram a substância distribuída em sete frascos de shampoo e outros cosméticos. De acordo com a polícia, a apreensão está entre as maiores de cocaína líquida já registradas em Bali.

A brasileira não teve a identidade divulgada. Caso seja considerada culpada, ela poderá ser condenada à prisão perpétua, conforme a legislação antidrogas da Indonésia.

Brasileira afirma que receberia US$ 50 mil pela entrega

Segundo os investigadores, a mulher declarou que um brasileiro teria pedido que ela transportasse a droga até Bali e a entregasse a outra pessoa em troca de US$ 50 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 249 mil.

As circunstâncias do suposto acordo e a identidade das pessoas que teriam participado da operação deverão ser esclarecidas durante a investigação.

O porta-voz da polícia local, Ariasandy, afirmou à agência France-Presse (AFP) que as autoridades pretendem combater o tráfico de drogas na região.

“Estamos decididos a garantir que não haja espaço para o tráfico de drogas ilícitas na região de Bali”, declarou.

Indonésia prevê punições severas para tráfico de drogas

A Indonésia possui uma das legislações antidrogas mais rigorosas do mundo. Dependendo do crime e das circunstâncias, a legislação prevê penas que podem chegar à prisão perpétua e à pena de morte.

O país mantém há vários anos uma moratória sobre execuções, embora dezenas de estrangeiros e centenas de pessoas condenadas por crimes relacionados a drogas permaneçam no corredor da morte, segundo as informações divulgadas na reportagem original.

A última execução mencionada no relato ocorreu em 2016, quando um cidadão indonésio e três nigerianos condenados por crimes relacionados a drogas foram mortos.

Itamaraty ainda não havia se manifestado

Até a última atualização das informações divulgadas pelo g1, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, ainda não havia se pronunciado sobre a prisão.

O acompanhamento consular brasileiro poderá ser relevante para garantir que a cidadã tenha acesso às informações sobre o processo e aos procedimentos previstos para brasileiros detidos no exterior.

O caso segue sob investigação das autoridades indonésias, que deverão apurar a origem da substância, o destino da carga e a eventual participação de outras pessoas no transporte.

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