O técnico Abel Ferreira não conteve as lágrimas após o Palmeiras golear a LDU por 4 a 0 e garantir vaga na final da Copa Libertadores. A partida, realizada na noite de quinta-feira (31), no Allianz Parque, teve um sabor especial para o português, que havia prometido aos torcedores uma “noite mágica”. Com o apito final, Abel ajoelhou-se no gramado e foi abraçado pelos jogadores em meio à comoção.
A vitória sobre os equatorianos reverteu a derrota por 3 a 0 sofrida no jogo de ida, em Quito, e confirmou o Palmeiras na final contra o Flamengo. Para Abel, o resultado foi a consagração de uma semana marcada por pressão, autocrítica e exaustão mental.
De acordo com informações apuradas pela ESPN, o treinador enfrentou dias intensos de trabalho e tensão desde o revés no Equador. O próprio técnico admitira que havia cometido erros na primeira partida e que a responsabilidade pela classificação estava “em suas mãos”. O desgaste se agravou após o duelo acirrado contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão, o que aumentou o peso emocional antes da decisão.
Durante os treinos, Abel reforçou a preparação tática e emocional do elenco, insistindo que os “90 minutos no Allianz seriam longos” e que o time precisaria de uma atuação perfeita para alcançar a virada. O discurso se confirmou dentro de campo, com uma exibição dominante do Verdão e clima de catarse na torcida.
Fontes próximas ao técnico também apontam que o momento familiar contribuiu para o lado emocional do português. Sua filha mais velha, Maria Inês, recentemente voltou a morar em Portugal, onde cursará faculdade em Braga. A distância da família, especialmente das filhas, teria deixado Abel mais sensível nos últimos dias.
Mesmo esgotado, o treinador viveu uma das noites mais marcantes desde que chegou ao clube. Chorando e abraçado aos jogadores, Abel resumiu o sentimento que tomou conta do Allianz: a profecia se cumpriu — e o Palmeiras, mais uma vez, está entre os gigantes da América.

Deixe um comentário