A Polícia Civil de Alagoas realizou buscas na manhã desta quarta-feira (28) em uma ilha da Lagoa Mundaú, na região do Vergel do Lago, em Maceió, para tentar localizar quatro pessoas desaparecidas. A principal linha de investigação considera a possibilidade de que as vítimas tenham sido assassinadas e esquartejadas, com os corpos descartados nas proximidades da ilha.
As informações foram confirmadas pelo delegado Ronilson Medeiros, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. Segundo ele, os investigadores receberam relatos e materiais audiovisuais que levantam a suspeita de que os desaparecidos tenham sido mortos em circunstâncias relacionadas ao tráfico de drogas na região.
Quem são as quatro pessoas desaparecidas?
A Polícia Civil investiga os casos de quatro pessoas que desapareceram em diferentes pontos da capital alagoana:
- Eliedson Kawe Nunes de Albuquerque, 16 anos: visto pela última vez na rua do antigo campo do CRB, no bairro da Pajuçara, em 31 de agosto de 2026.
- Ronaldo Cortez da Silva Júnior, 41 anos: desapareceu após ser visto no Vergel do Lago, em 8 de agosto de 2026.
- Marcos Antônio Ramalho Gomes Pessoa, 26 anos: visto pela última vez na Avenida Senador Rui Palmeira, na região dos prédios do Vergel do Lago, em 13 de outubro de 2026.
- Mychaele Santana Messias da Conceição, conhecida como Mica, 27 anos: desapareceu após ser vista no Pontal da Barra, em 5 de agosto de 2026.
Buscas foram divididas em três áreas
De acordo com o delegado, a operação foi organizada em três quadrantes para facilitar a varredura da ilha. O primeiro trecho foi investigado nesta quarta-feira, com o auxílio de uma embarcação do Corpo de Bombeiros e de cães farejadores.
A duração dos trabalhos com os animais é limitada, segundo Medeiros, já que os cães podem permanecer em campo por até três horas. As equipes ainda devem realizar buscas nos outros dois quadrantes nos próximos dias.
O delegado afirmou que a possibilidade de os corpos terem sido esquartejados torna a localização mais difícil. Apesar disso, a polícia diz ter reunido depoimentos e imagens que podem contribuir para esclarecer o que aconteceu.
Vídeos e fotografias são analisados
A Delegacia de Pessoas Desaparecidas também recebe vídeos e fotografias que estão sendo examinados pelos investigadores. A análise considera características do ambiente, como a vegetação e os elementos que possam indicar se as imagens foram feitas na ilha ou em outro local.
Segundo o delegado, um vídeo que circulou recentemente e mostra um esquartejamento pode estar relacionado a um dos casos investigados. O material, no entanto, ainda precisa ser analisado no curso da apuração.
A ocorrência relacionada a esse conteúdo será encaminhada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para aprofundar a investigação sobre a possível prática de homicídio.
Polícia pede ajuda da população
A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para localizar os desaparecidos seja repassada às autoridades por meio do Disque-Denúncia, pelo número 181. O serviço garante o anonimato de quem faz a denúncia.
Medeiros afirmou que os investigadores apuram possíveis vínculos das quatro pessoas desaparecidas com o tráfico de drogas, seja como usuários ou como pessoas envolvidas diretamente na atividade criminosa. Essa hipótese integra a linha de investigação, mas as circunstâncias dos desaparecimentos e o possível destino das vítimas ainda precisam ser esclarecidos.
Até o momento, as buscas seguem concentradas na região da Lagoa Mundaú, enquanto a Polícia Civil trabalha para localizar possíveis vestígios e reunir elementos que permitam confirmar o que ocorreu com as quatro pessoas.

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