O influenciador Felca, de 28 anos, revelou ter diagnóstico de fobia social em um vídeo publicado na madrugada desta terça-feira (20), após cerca de sete meses sem novas publicações nas redes sociais. No depoimento, com mais de uma hora de duração, ele contou que voltou a se isolar depois da repercussão do vídeo “Adultização”, que abordou a exposição de crianças e adolescentes na internet.
“Tenho fobia social, esse é meu laudo. É o vídeo mais sincero e mais difícil que já fiz”, afirmou o influenciador no início da gravação.
Felca também relatou episódios de bullying e violência física que sofreu na escola, experiências que, segundo ele, afetaram sua relação com outras pessoas e contribuíram para as dificuldades enfrentadas na vida adulta.
Felca relata agressões sofridas na escola
Durante o vídeo, o influenciador contou que começou a sofrer bullying aos 12 anos. De acordo com o relato, as ofensas verbais deram lugar a agressões físicas praticadas por outros estudantes.
“Lembro de um dia em que estava no banheiro e cinco meninos maiores e mais fortes do que eu me bateram. Não me bateram só até eu cansar, mas até eles cansarem”, contou.
Felca afirmou que os episódios tiveram consequências duradouras e descreveu o período entre os 14 e os 18 anos como uma fase de sobrevivência.
Segundo ele, o medo de enfrentar novamente situações semelhantes também influenciou decisões pessoais, como a de não cursar uma faculdade. O influenciador disse que chegou a explicar aos pais que preferia gravar vídeos a enfrentar o possível constrangimento de frequentar outra sala de aula.
Repercussão de “Adultização” agravou o isolamento
Felca afirmou que voltou a se fechar após a repercussão de “Adultização”, vídeo publicado em agosto de 2025 que ampliou o debate sobre a exposição e a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais.
“Depois que eu postei a adultização, e aconteceu tudo o que aconteceu, eu me fechei. Eu fiquei meses sem sair de casa”, relatou.
De acordo com o influenciador, sua última saída havia sido para participar de uma premiação. Ao receber um convite para uma palestra da qual gostaria de participar, percebeu que ainda enfrentava dificuldades para lidar com situações sociais.
O vídeo intercala o depoimento com registros dos bastidores de eventos e gravações. Em uma das cenas, Felca explica que seus batimentos cardíacos permanecem elevados mesmo quando consegue falar em público.
“Basicamente, até eu voltar para a minha casa, ele vai ficar nesse batimento por minuto constantemente. Isso é bem cansativo”, afirmou.
Influenciador anuncia desafio para voltar à rotina
Como parte do retorno às redes sociais, Felca anunciou um desafio pessoal de três meses para retomar gradualmente a convivência social. A proposta é aceitar convites, conhecer pessoas e compartilhar algumas dessas experiências nos stories do Instagram.
O influenciador também anunciou a retomada do programa de entrevistas “Sofá do Felca”.
Outra iniciativa apresentada no vídeo é a realização de palestras gratuitas em escolas sobre bullying. A intenção, segundo ele, é compartilhar sua experiência, acolher pessoas que enfrentam situações semelhantes e incentivar quem pratica agressões a refletir sobre as consequências desse comportamento.
“Eu não vou cobrar nada por isso”, declarou.
Retorno foi anunciado nas redes sociais
A volta de Felca começou a ser anunciada no domingo (18), quando ele publicou uma mensagem sobre seu período afastado. Em uma imagem com fundo preto, escreveu: “Eu me escondi por tempo demais” e indicou que uma novidade seria divulgada à meia-noite desta terça-feira (20).
As redes sociais do influenciador estavam sem novas publicações desde março. Naquele período, ele anunciou o quadro “Sobre Nós”, exibido no “Fantástico”, da TV Globo, que teve seis episódios até abril, e também se manifestou sobre a regulamentação do ECA Digital.
A expectativa pelo retorno foi acompanhada da repercussão do vídeo “Adultização”, publicado em agosto de 2025, que colocou em evidência discussões sobre os riscos da exposição de crianças e adolescentes na internet.
Onde buscar ajuda em situações de sofrimento emocional
Pessoas que enfrentam sofrimento emocional podem procurar atendimento profissional nos serviços de saúde de sua cidade. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também oferecem atendimento em saúde mental, conforme a organização da rede local.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito, 24 horas por dia, pelo telefone 188, além de atendimento por chat e e-mail. Jovens de 13 a 24 anos também podem buscar o canal Pode Falar, iniciativa do Unicef voltada ao acolhimento de questões relacionadas à saúde mental.
Em situações de risco imediato, a orientação é procurar um serviço de emergência.

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