Alagoas registrou 134 mortes por suicídio entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) enviados pelo estado. O número representa uma alta de 19,64% em comparação com os oito primeiros meses de 2025.
A divulgação dos dados ocorre durante o Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
Maceió concentra o maior número de registros no período, com 39 mortes, seguida por Arapiraca, com 22. Juntas, as duas cidades somam 61 ocorrências, quase metade do total registrado em Alagoas.
A comparação considera números absolutos e, portanto, não leva em conta as diferenças populacionais entre os municípios.
Janeiro e julho tiveram os maiores totais
O painel do Sinesp aponta 23 registros em janeiro e outros 23 em julho, os maiores números mensais registrados até agosto.
Nos demais meses, foram contabilizadas 13 mortes em fevereiro, 16 em março, 16 em abril, 11 em maio, 14 em junho e 18 em agosto.
Do total de vítimas, 103 eram do sexo masculino, 30 do sexo feminino e uma aparece como “não informado” no sistema.
A taxa apresentada pelo Sinesp para Alagoas é de 6,24 mortes por 100 mil habitantes em 2026. O próprio painel considera o indicador uma estimativa, já que os dados disponíveis abrangem apenas o período até agosto.
Além de Maceió e Arapiraca, os registros incluem quatro mortes em Coruripe e três em Delmiro Gouveia, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios, Penedo e Santana do Ipanema, entre outros municípios.
Os dados mostram a distribuição das ocorrências, mas não permitem identificar as circunstâncias individuais das mortes nem explicar, isoladamente, os fatores relacionados ao aumento registrado no estado.
Escuta e atendimento podem fazer diferença
O Ministério da Saúde orienta que sinais de sofrimento sejam observados em conjunto, sem conclusões baseadas em um único comportamento. Manifestações de desesperança, afastamento de pessoas próximas e mudanças persistentes de comportamento podem indicar a necessidade de atenção e acolhimento.
A recomendação é conversar sem julgamentos e incentivar a busca por atendimento profissional.
Quem precisa conversar pode procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, com atendimento gratuito 24 horas por dia.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em situações de risco imediato, a orientação é procurar uma UPA ou pronto-socorro ou acionar o Samu, pelo número 192.

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