A seleção brasileira feminina de vôlei deu uma demonstração de força neste domingo (7) ao derrotar a Itália por 3 sets a 2, em Brasília, pela Liga das Nações (VNL). Em um confronto que reuniu duas das principais potências do vôlei mundial, o Brasil venceu com parciais de 25/15, 25/22, 22/25, 24/26 e 15/12 e encerrou uma sequência impressionante de 39 vitórias consecutivas das atuais campeãs olímpicas.
O resultado não apenas garantiu o quarto triunfo brasileiro em quatro jogos na competição, mas também teve um peso simbólico importante. A Itália não era derrotada desde a edição de 2024 da própria Liga das Nações, quando havia perdido justamente para o Brasil. Desde então, a equipe comandada por Julio Velasco acumulou títulos, consolidou-se como referência técnica no cenário internacional e passou a ser considerada a seleção mais forte do mundo na atualidade.
Diante de um Ginásio Nilson Nelson lotado, a equipe de José Roberto Guimarães mostrou maturidade para enfrentar um dos maiores desafios desta fase inicial da temporada. O Brasil dominou os dois primeiros sets, viu as italianas reagirem e levarem a decisão ao tie-break, mas voltou a crescer nos momentos decisivos para confirmar uma vitória que pode marcar a trajetória da equipe ao longo da competição.
O principal destaque brasileiro foi Ana Cristina. A ponteira terminou a partida com 22 pontos e voltou a assumir o protagonismo ofensivo da seleção. Julia Bergmann também teve atuação decisiva, contribuindo com 18 pontos e sendo uma das jogadoras mais consistentes durante todo o confronto. No coletivo, o Brasil se destacou pela eficiência no bloqueio, pela agressividade no saque e pela capacidade de neutralizar o poderoso sistema ofensivo italiano.
A partida começou com amplo domínio brasileiro. A defesa encaixou desde os primeiros pontos e dificultou a vida das atacantes italianas. Com um volume de jogo superior e aproveitando os contra-ataques, o Brasil abriu vantagem rapidamente e fechou a primeira parcial em 25 a 15.
O segundo set foi mais equilibrado. A Itália melhorou o aproveitamento ofensivo e chegou a abrir vantagem, mas a reação brasileira veio após ajustes promovidos por Zé Roberto. A seleção retomou o controle da partida, virou o placar e venceu por 25 a 22, ficando a apenas um set da vitória.
Quando parecia caminhar para uma vitória tranquila, o duelo ganhou contornos dramáticos. A Itália cresceu na partida, passou a pressionar mais no saque e encontrou em Ekaterina Antropova uma importante arma ofensiva. As europeias venceram o terceiro set e, após uma batalha intensa na quarta parcial, conseguiram empatar o confronto em 2 sets a 2.
O tie-break refletiu o equilíbrio entre as duas seleções. Nenhuma equipe conseguiu abrir vantagem confortável, mas o Brasil mostrou mais eficiência nos pontos decisivos. Com um bloqueio de Julia Kudiess e uma sequência de boas viradas de bola, a equipe brasileira assumiu o controle da reta final e fechou o set em 15 a 12, sacramentando uma das vitórias mais expressivas da temporada.
A campanha brasileira nesta primeira semana da Liga das Nações termina de forma impecável. Foram quatro vitórias em quatro partidas contra Holanda, República Dominicana, Bulgária e Itália. O desempenho coloca a seleção entre as líderes da competição e reforça a confiança de um grupo que busca um objetivo ainda inédito: conquistar o primeiro título da história da VNL.
Além dos números, a atuação diante das campeãs olímpicas deixa uma mensagem clara para as principais rivais do circuito internacional. Em um ano decisivo para o desenvolvimento da equipe e para a consolidação da nova geração liderada por Ana Cristina, o Brasil demonstrou que tem elenco, qualidade técnica e poder de reação para voltar a disputar os maiores títulos do vôlei feminino mundial.
Agora, a seleção brasileira volta suas atenções para a segunda semana da Liga das Nações. O próximo compromisso será no dia 17 de junho, contra a França, em Ancara, na Turquia. Até lá, a equipe carrega não apenas a invencibilidade no torneio, mas também a confiança adquirida após derrotar a seleção que acumulava a maior sequência de vitórias do vôlei feminino internacional.

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