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Mulher acusada de fingir câncer para arrecadar doações e viajar para a Austrália é procurada pelo FBI

Vanessa O’Rourke, ex-moradora da Pensilvânia, é acusada de simular um câncer cerebral terminal para obter dinheiro de amigos, familiares e apoiadores. Segundo autoridades norte-americanas, os valores arrecadados teriam sido usados para viagens de lazer, e não para tratamento médico.

Foto: Reprodução

Uma mulher da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está sendo procurada pelo FBI acusada de transformar uma falsa história de doença terminal em uma campanha de arrecadação de dinheiro. Vanessa O’Rourke, de 37 anos, é investigada por supostamente ter dito a familiares e amigos que havia sido diagnosticada com glioblastoma, uma forma agressiva de câncer cerebral, e que precisava de recursos para custear tratamentos experimentais na Austrália.

De acordo com as autoridades norte-americanas, a suposta fraude ocorreu entre outubro de 2015 e julho de 2016. Durante esse período, Vanessa teria convencido pessoas próximas de que enfrentava uma doença grave e que precisava de apoio financeiro para despesas médicas, manutenção pessoal e viagens internacionais em busca de tratamento.

O caso ganhou nova repercussão após o FBI reforçar que ela continua foragida. O mandado federal de prisão foi emitido depois que Vanessa foi indiciada, em 2018, por 15 acusações de fraude eletrônica no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste da Pensilvânia.

Campanha mobilizou familiares, amigos e mais de 140 doadores

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Vanessa teria arrecadado US$ 11.740 por meio de uma campanha no GoFundMe, plataforma de financiamento coletivo. Mais de 140 pessoas fizeram doações acreditando que o dinheiro seria destinado ao tratamento contra o suposto câncer.

Além da vaquinha virtual, familiares e amigos chegaram a organizar ações presenciais para arrecadar recursos. Entre elas, um evento beneficente em um restaurante na Pensilvânia. A mobilização tinha como objetivo ajudar Vanessa a viajar para a Austrália, onde ela dizia que receberia um tratamento experimental.

A investigação, no entanto, aponta que a história não se sustentava. Autoridades afirmam que, ao viajar para a Austrália em 2016, Vanessa não recebeu atendimento médico relacionado ao câncer. Em vez disso, teria usado o dinheiro para despesas pessoais e atividades de lazer.

Viagens à Austrália e ausência de tratamento

Conforme a versão apresentada pelo FBI, Vanessa viajou para a Austrália por volta de abril de 2016. Aos familiares e apoiadores, ela teria dito que a viagem era parte essencial de sua tentativa de sobreviver à doença.

Mas os investigadores afirmam que, durante a estadia, ela participou de atividades recreativas e não realizou qualquer tratamento médico. Depois de retornar aos Estados Unidos, ainda segundo as autoridades, Vanessa teria voltado a mobilizar pessoas próximas para arrecadar mais dinheiro e viajar novamente ao país.

A suspeita é de que a narrativa do câncer tenha sido usada para explorar a solidariedade de pessoas que acreditavam estar ajudando uma paciente em situação extrema.

Quem é Vanessa O’Rourke

Vanessa O’Rourke é descrita pelas autoridades como ex-moradora de Harleysville, na Pensilvânia. Na época em que a campanha circulou, reportagens locais informaram que ela era apresentada como estudante da Temple University e dizia estar se preparando para se tornar neurocirurgiã.

O FBI também informa que ela pode usar outros nomes, como Vanessa Gulinello e Cecilia Vincent Gaeta Lazaro. A última localização conhecida indicada por autoridades norte-americanas é Queensland, na Austrália.

O que dizem as autoridades

Para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o caso representa uma fraude construída sobre a confiança de pessoas próximas. Procuradores afirmam que Vanessa teria se aproveitado da generosidade de amigos, familiares e apoiadores, usando uma suposta doença grave para obter dinheiro.

O FBI orienta que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Vanessa O’Rourke procure o escritório local da agência ou a embaixada ou consulado dos Estados Unidos mais próximo.

Apesar das acusações, o Departamento de Justiça ressalta que uma denúncia ou indiciamento é uma acusação formal, e que toda pessoa é presumida inocente até eventual condenação pela Justiça.

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