Cristiano Ronaldo afirmou que não encara mais o sonho de vencer a Copa do Mundo como uma prioridade em sua carreira. Em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, o atacante português destacou que o torneio não define seu legado no futebol e que já se considera realizado com o que conquistou dentro e fora dos gramados.
Questionado sobre o desejo de levantar a taça mundial antes de se aposentar, Cristiano foi direto: “Se me perguntam se eu tenho o sonho de ganhar a Copa do Mundo, eu digo que não. Isso vai definir o quê? Se eu sou um dos melhores da história? Ganhar uma competição de seis ou sete jogos? Isso é justo?”, respondeu o camisa 7, que já disputou cinco Copas e soma oito gols no torneio.
Aos 39 anos, o astro deve participar de sua sexta e última Copa no próximo ano. Apesar de reconhecer que o fim da carreira está próximo, ele diz estar preparado para o novo ciclo fora dos campos. “Vai ser difícil, vou chorar provavelmente, mas preparo o meu futuro desde os 25 anos. Quero estar mais presente com a minha família, criar meus filhos e aproveitar outras paixões”, disse.
Cristiano contou ainda que se planejou para a aposentadoria e que pretende se dedicar a hobbies e negócios pessoais. “Nada será comparado a jogar futebol e marcar gols, mas tudo tem um começo e um fim. Tenho outras paixões: gosto de UFC, de jogar padel e quero aprender mais sobre minhas empresas.”
O português também comentou o marco de ter se tornado o primeiro jogador bilionário da história do futebol, feito que, segundo ele, foi uma conquista planejada. “Eu sabia que isso ia acontecer. Foi como ganhar uma Bola de Ouro, porque você faz seus próprios gols. Era minha meta chegar a esse número. Não me surpreende, porque os números não mentem — o Cristiano está lá no topo.”
Por fim, o atacante garantiu que não se preocupa com a opinião pública. “Não ligo para o que pensam de mim. Só quero ser feliz, manter meu nível e continuar marcando gols. Sou uma pessoa normal, posso comprar o que quiser, mas não preciso disso. Às vezes compro algo só por investimento, como carros de coleção.”

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