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Ufal aprova cotas para pessoas trans em todos os cursos de graduação no Sisu 2026

Medida aprovada por unanimidade amplia a política afirmativa já existente na pós-graduação e entra em vigor a partir do Sisu-Ufal 2026.

Foto: Assessoria

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (4), a criação de cotas para pessoas transexuais nos cursos de graduação, em decisão tomada durante reunião do Conselho Universitário (Consuni). A medida representa mais um avanço nas políticas de inclusão da instituição, que já reserva vagas para esse público na pós-graduação desde 2022.

Com a aprovação, a Ufal passa a integrar o grupo de universidades brasileiras que adotam políticas afirmativas específicas para pessoas trans no ensino superior. A decisão prevê que a nova modalidade de cota seja incluída no Sistema de Seleção Unificada (Sisu-Ufal) de 2026, após o envio de toda a documentação ao Ministério da Educação (MEC) até o final de novembro.

A proposta foi elaborada por uma comissão institucional, coordenada pela Pró-reitoria de Graduação (Prograd), e contará com representantes da Pró-reitoria Estudantil (Proest), da Copeve, do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) e de membros do Consuni.

O reitor Josealdo Tonholo celebrou o resultado da votação e destacou a importância simbólica e social da medida.

“Estamos dando um salto ímpar na história da Universidade. Essa decisão é um marco de respeito, acolhimento e compromisso com a diversidade”, afirmou.

Para o pró-reitor Alexandre Lima, a iniciativa coloca a Ufal ao lado de outras universidades que já adotaram políticas semelhantes — pelo menos 20 instituições em todo o país. Ele ressaltou, no entanto, que o desafio agora é garantir permanência estudantil e suporte institucional aos alunos contemplados.

“Mais do que aprovar uma nova política de cotas, é preciso assegurar que esses estudantes permaneçam e se desenvolvam plenamente dentro da universidade”, pontuou.

A Ufal já reserva 10% das vagas da pós-graduação para pessoas trans desde 2022. Com a ampliação da política para a graduação, a instituição reforça seu compromisso com a equidade, a diversidade e os direitos humanos, consolidando-se como referência em inclusão no ensino superior público.

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